BBRC11: o que esperar do FII de agências bancárias?
FII concentrada alocação em ativos corporativos locados ao Banco do Brasil.
Publicado por: Análise BB
5 minutos

FII concentrada alocação em ativos corporativos locados ao Banco do Brasil.
Publicado por: Análise BB
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Atualizado em
22/05/2026 às 12:04
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O Fundo foi criado em 2011 com o objetivo de adquirir imóveis para adaptá-los e alugá-los ao Banco do Brasil, pelo prazo inicial de 10 anos (contrato atípico), proporcionando aos cotistas renda mensal advinda da locação.
Atualmente, o FII conta com 18 imóveis ocupados, 2 em reforma e apenas um desocupado, todos localizados no estado de São Paulo. Boa parte desses ativos é considerada de boa qualidade e bem localizada, sendo, inclusive, utilizada para o atendimento do público de alta renda por meio do segmento BB Estilo.
Embora todos os imóveis estejam locados para a mesma empresa desde a constituição do fundo, é importante destacar que muitos contratos foram renovados ao longo do tempo, migrando de atípicos para típicos. Esse movimento não chega ser negativo, dado que o portfólio é composto por ativos de qualidade e inseridos em regiões com elevada demanda. Por outro lado, os contratos atípicos ofereciam maior previsibilidade e estavam, em muitos casos, acima dos valores de mercado, o que contribuiu para alguma oscilação recente na receita por metro quadrado.
Em abril de 2026, o fundo apresentava taxa de ocupação de 94,5%, com cerca de 80% dos contratos vencendo após 2029, o que confere maior visibilidade e segurança em relação à geração de renda recorrente. Considerando o resultado proveniente dos aluguéis nos últimos 12 meses e o valor atual do ativo, estimamos um cap rate implícito de aproximadamente 13%, patamar que consideramos bastante atrativo.
Mesmo sendo um fundo de gestão passiva, houve uma movimentação relevante com a venda oportunística da Agência Indianópolis. Na operação, o fundo recebeu dois imóveis (Agência Moema e loja em Pinheiros), além de uma parcela em dinheiro a ser paga até 2027, totalizando um ganho de R$ 8,89 por cota no período. Assim, o fundo passou a entregar um DY robusto de cerca de 13% (~11,5% de recorrente) e negocia muito próximo do Valor Patrimonial.
Na nossa avaliação, embora a gestão passiva limite eventuais ganhos adicionais por meio da reciclagem de portfólio e exista um risco claro de concentração em um único inquilino e segmento, a qualidade dos ativos se destaca de forma positiva. Ao projetarmos um cenário de maior digitalização bancária nos próximos anos, entendemos que o fundo reúne condições para buscar alternativas de rentabilização do portfólio, ainda que eventuais mudanças estratégicas dependam de aprovação em assembleia. Assim, mantemos, por ora, uma visão positiva para o BBRC11.
Pontos fortes:
Pontos fracos:
Outras análises
Este é um relatório público e foi produzido pelo BB-Banco de Investimento S.A. (“BB-BI”). As informações e opiniões aqui contidas foram consolidadas ou elaboradas com base em informações obtidas de fontes, em princípio, fidedignas e de boa-fé. Embora tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as informações aqui contidas não sejam incertas ou equivocadas, no momento de sua publicação, o BB-BI não garante que tais dados sejam totalmente isentos de distorções e não se compromete com a veracidade dessas informações. Todas as opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e derivam do julgamento de nossos analistas de valores mobiliários (“analistas’), podendo ser alteradas a qualquer momento sem aviso prévio, em função de mudanças que possam afetar as projeções da empresa, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal mudança. Quaisquer divergências de dados neste relatório podem ser resultado de diferentes formas de cálculo e/ou ajustes. O Disclaimer completo encontra-se no relatório.
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