BTHF11: renda robusta com potencial de ganho de capital
Com portfólio equilibrado entre FIIs, crédito e ativos diretos, fundo busca combinar renda sólida e oportunidades de ganho de capital no longo prazo.
Publicado por: Análise BB
5 minutos
Atualizado em
22/05/2026 às 11:29
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BTLG11 - BTG Pactual Logística
O BTHF11 é um fundo que busca alocar seu patrimônio entre renda fixa e ativos imobiliários de renda variável, como cotas de FIIs e ações, com o objetivo de proteger o capital em momentos de estresse e capturar ganhos em ciclos favoráveis.
Atualmente, o fundo possui cerca de R$ 2 bilhões de patrimônio líquido e representa aproximadamente 1,2% do IFIX, embora nem sempre tenha sido assim. Sua primeira oferta ocorreu no início de 2023, com captação de R$ 360 milhões, mas sua consolidação veio apenas no segundo semestre de 2024, após a aprovação da integralização dos ativos do BCFF11, então o maior fundo de fundos da indústria.
Na ocasião, o BTHF recebeu os ativos do BCFF e iniciou um processo de reciclagem que fortaleceu a distribuição de dividendos e, ao mesmo tempo, gerou caixa para ganho de escala e alocação em ativos com maior assimetria, tanto em CRIs quanto em cotas de FIIs. Na época, o mercado negociava com descontos relevantes, com P/VP abaixo da média histórica e spreads elevados frente à NTN-B, favorecendo novas alocações.
Neste momento, pouco mais da metade (54,7%) está alocado em cotas de FIIs, sendo 62% em fundos de tijolo e 38% em papel, combinação mais favorável em ciclos de queda de juros. Entre as principais posições, destacam-se TRXF11 (7% do PL), dois fundos de hotéis do próprio BTG (9,7%), BPML11 (2,8%), IRIM11 (8,7%), BTCI11 (3,8%), além de PSEC11 e PCIP11, que somam 0,7%. No consolidado, o portfólio de FIIs carrega certa qualidade e negocia com desconto médio de 20% sobre o VP.
O fundo também possui exposição a 41 CRIs, que representam 18,2% do PL, com concentração máxima de 1,8% por ativo, o que consideramos adequado. A carteira de crédito é composta por 60% em IPCA + 10,4% (MtM) e 38% em CDI + 3,6% ao ano, indicando risco moderado, com boa parte das operações contando com garantias.
Complementando as principais alocações, o fundo detém 27% do Shopping Pátio Maceió, com TIR potencial de 18% ao ano, além de mais de R$ 350 milhões em caixa, o que entendemos como positivo diante do cenário de correção de preços.
Assim, com mandato flexível e portfólio diversificado entre ativos de renda recorrente e potencial de valorização, vemos o fundo como uma alternativa interessante para investidores que buscam renda e ganho de capital, especialmente aqueles com maior apetite a risco.
Pontos fortes:
- Mandato flexível para diversos cenários macroeconômicos;
- Diversificação entre FIIs, Crédito, Ações e imóveis diretos, com pulverização por ativo;
- Segundo maior FII do segmento de Multiestratégia e boa liquidez;
- Bom DY frente a boa parte dos pares e também em relação ao CDI;
- Desconto de cerca de 8% sobre o VP.
Pontos fracos:
- Fundo relativamente novo, com listagem apenas no fim de 2024;
- Alocação relevante em FIIs da própria gestora, o que pode ser considerado conflito de interesse;
- Operações de crédito consideradas mais arriscadas, que tendem a elevar o risco de crédito com abertura de curva de juros;
- Resultado depende de gestão ativa, que apresenta maior dificuldade em cenário de juros elevados.
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