Queridinhos do mercado: com Selic alta, títulos de renda fixa crescem no 1º semestre
Publicado por: Broadcast Exclusivo

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Atualizado em
22/07/2025 às 12:22
Por Gustavo Boldrini, da Broadcast
Apesar da crescente perspectiva de cortes na taxa básica de juros (Selic) neste ano, o estoque de títulos de renda fixa continuou em crescimento no primeiro semestre deste ano, diante do forte apetite dos investidores.
Segundo informações da B3, os títulos de captação bancária, como Certificados de Depósito Bancário (CDBs), Recibos de Depósito Bancário (RDBs) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), terminaram a primeira metade do ano com um estoque total de R$ 5,7 trilhões, alta de 14% em relação ao mesmo período de 2024.
Já os títulos de dívida corporativa, como debêntures, Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Notas Comerciais (NCs), atingiram R$ 1,7 trilhão até junho, alta de 6,5% na comparação anual.
"As altas taxas de juros continuam favorecendo o mercado de renda fixa e, consequentemente, o crescimento dos estoques na B3", avalia Humberto Costa, diretor de produtos de balcão na B3.
No caso dos títulos corporativos, que são aqueles emitidos por empresas, ainda que os juros altos possam tornar as emissões mais caras, o efeito positivo da Selic sobre a demanda por produtos de renda fixa oferece "boas oportunidades de captação pelas companhias para financiamento de seus projetos", aponta Leonardo Betanho, superintendente de produtos de balcão da Bolsa.
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Entre os títulos de captação bancária, os LCIs e LCAs se destacaram, com crescimento respectivo de 25% e 24% no estoque entre o primeiro semestre de 2024 e o de 2025. A alta é atribuída à redução dos prazos mínimos de vencimento para esses títulos, conforme decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) em maio, favorecendo as emissões.
No universo da dívida corporativa, as Notas Comerciais, títulos emitidos pelas empresas que representam promessa de pagamento pelo emissor, foram as que registraram maior crescimento, com aumento de 17% no período.
Os títulos de captação bancária são emitidos por bancos e instituições financeiras a fim de levantar recursos que serão utilizados para financiar suas operações de crédito. O risco de emissão está atrelado ao banco, e eles possuem cobertura de até R$ 250 mil por investidor pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Já os títulos de dívida corporativa são emitidos diretamente por empresas, com apoio de instituições financeiras, e podem ser lançados no mercado via Bolsa. O risco de emissão desses títulos, que geralmente visam o financiamento de projetos ou reperfilamento de dívidas pelas companhias, está atrelado às próprias empresas, portanto, não há cobertura do FGC.
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