Investimentos de pessoa física avançam 15,5% em 2025; CDBs puxam crescimento
Publicado por: Broadcast Exclusivo
6 minutos
Atualizado em
24/02/2026 às 16:00
Por Gustavo Boldrini, da Broadcast
O volume financeiro de investimentos de pessoas físicas atingiu a marca de R$ 8,589 trilhões em 2025, um avanço de 15,5% em relação a 2024, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais ().
O crescimento foi puxado pelo segmento de Varejo de Alta Renda, cujo volume saltou 21,2% no ano. Em seguida vieram o Private, com crescimento de 14,9%, e o Varejo Tradicional, com alta de 10,3%.
Títulos de previdência, como VGBL e PGBL, terminaram o ano com o maior montante investido (R$ 1,545 trilhão), seguidos por títulos isentos (CRA, CRI, LCA, LCI, LIG e debêntures incentivadas), com R$ 1,428 trilhão, e Certificados de Depósito Bancário (s), com R$ 1,331 trilhão.
CDB lidera crescimento em volume
O CDB foi o produto que mais impulsionou o crescimento do volume investido pelas pessoas físicas no Brasil em 2025. Ao todo, elas aportaram R$ 288,7 bilhões em CDBs ao longo do ano, e o produto liderou o crescimento do mercado em todas as regiões do País.
De acordo com Luciane Effting, presidente do Fórum de Distribuição da Anbima, o movimento pode ser explicado tanto pela alta da taxa básica de juros (Selic), que impulsiona os rendimentos dos CDBs, quanto pela maior facilidade do investidor para acessar esse produto - por exemplo, por meio das chamadas "caixinhas" de investimento disponibilizadas por diversos bancos em seus aplicativos.
"Esse produto é simples e de fácil entendimento por qualquer investidor. Boa parte dessa carteira de CDBs tem liquidez diária, então há um uso importante para reserva de emergência, e a dinâmica das caixinhas, que se popularizou, democratizou muito o acesso aos CDBs", afirma.
Com a taxa de juros a 15% ao ano, Effting acrescenta que o cliente acaba obtendo "boa rentabilidade" mesmo investindo em um produto mais simples e "menos sofisticado".
FIDC e têm crescimento mais intenso
Em termos porcentuais, os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) foram os que mais cresceram no ano passado, mais que dobrando em relação a 2024 e atingindo os R$ 51,9 bilhões.
Segundo Effting, da Anbima, a oferta de FIDCs para o investidor do varejo, em geral, desempenhou um papel crucial nesse movimento.
"Agora que o produto [FIDC] está disponível para o varejo, a tendência é que ele siga ganhando representatividade dentro do portfólio da pessoa física, porque parte de uma base muito pequena", acredita.
A lógica da base pequena dentro dos mais de R$ 8 trilhões investidos pela pessoa física também se aplica aos fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês), cujo crescimento em 2025 foi de 47,8%. O produto atingiu um volume de R$ 18,3 bilhões, ainda tímido dentro do cenário geral.
O terceiro título que mais cresceu no ano foram os títulos públicos, com alta de 43,4% no ano e um volume de R$ 263,3 bilhões.

