MRS Logística: Atualização de crédito - Abril 2026
Análise de emissores: atualização sob a ótica de crédito privado
Publicado por: Análise BB
5 minutos
Atualizado em
27/04/2026 às 15:41
Confira o relatório completo:
Momento operacional: no 4T25, a MRS apresentou forte desempenho operacional, com alta no volume transportado, impulsionada principalmente pela Mineração (+23,1% a/a), especialmente minério de ferro para exportação, e por Carga Geral (+10,2% a/a), com destaque para produtos agrícolas. Esse avanço operacional sustentou um crescimento expressivo da receita líquida (+20,7% a/a) e do EBITDA (+30,4% a/a). No acumulado de 2025, a empresa registrou o melhor desempenho operacional da sua história, com volume total transportado de 213,0 Mt (+5,2% a/a), impulsionando a performance financeira – com crescimento da receita líquida (+8%), do EBITDA (+12%) e do lucro líquido (+10%), na comparação anual. Os investimentos somaram R$ 3,4 bilhões em 2025, um crescimento anual de 19%, com a maior parcela direcionada à conclusão das entregas previstas para o terceiro ano após a renovação da concessão (que ocorreu em 2022), bem como do início das obras da MRS Hidrovias.
Alavancagem e dívida: se considerarmos os arrendamentos, inclusive dos bens vinculados à concessão e o novo valor de outorga (R$ 2,8 bilhões) que deverá ser pago ao longo dos próximos 10 anos, a dívida bruta somou R$ 12,1 bilhões em dez/25 e o indicador dívida líquida/EBITDA atingiu 2,1x, versus 1,7x em 2024, considerando os mesmos critérios. Desconsiderando os arrendamentos (critério que a companhia adota), a alavancagem seria de 1,4x no encerramento de 2025, praticamente estável em relação ao reportado em 2024.
Nossa visão: a MRS possui um modelo de negócios defensivo, operando uma concessão com vencimento em 2056 e atuando como única prestadora de serviços de transporte ferroviário para seus principais clientes, que também figuram como seus acionistas. O perfil de endividamento é alongado, com prazo médio de 9,9 anos, e a companhia mantém uma posição sólida de liquidez. Assim, mesmo considerando os desembolsos associados à outorga financeira ao longo dos próximos dez anos e o volume de investimentos previsto até o término da concessão (R$ 11 bilhões), a elevada previsibilidade dos fluxos de caixa sustenta fundamentos de crédito sólidos.

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