Equatorial: Atualização de crédito - Março/2026
Análise de emissores: atualização sob a ótica de crédito privado
Publicado por: Análise BB

Análise de emissores: atualização sob a ótica de crédito privado
Publicado por: Análise BB
1 minuto
Atualizado em
30/03/2026 às 09:15
Confira o relatório completo:
Momento operacional: no 4T25, a Equatorial reportou avanço dos indicadores de qualidade do fornecimento de energia, crescimento do volume de energia faturado e consolidação do nível de perdas abaixo da meta regulatória. A receita líquida cresceu 14,3% e o EBITDA ajustado aumentou 10,5%, para R$ 3,5 bilhões, impulsionado principalmente pelo melhor desempenho da Distribuição e pela equivalência patrimonial da Sabesp (R$ 394 milhões), apesar da saída da Transmissão em out/2025 - quando foi concluído o desinvestimento dos ativos do segmento - com contabilização de um ganho de capital de R$ 2,2 bilhões. O lucro líquido ajustado recuou 20,7%, pressionado pelo maior resultado financeiro negativo em função do CDI mais elevado e das maiores despesas de depreciação, enquanto o resultado contábil foi afetado por impairments relevantes, sobretudo em renováveis (Echoenergia).
Alavancagem e dívida: a companhia encerrou o ano com alavancagem de 2,6x dívida líquida/EBITDA, uma redução relevante em relação ao trimestre anterior, que foi de 3,3x, beneficiada pela redução de 13% da dívida bruta, explicada pela desconsolidação da dívida da Transmissão e pela utilização de parte dos recursos da venda para pré-pagamento de dívidas da Controladora e da CSA. Desconsiderando o ganho de capital da Transmissão, a relação dívida líquida/EBITDA fica em 3,0x. Cerca de 70% da dívida é indexada ao CDI, ao custo médio de CDI + 0,71% a.a., enquanto a parcela indexada ao IPCA (~30%) registrou custo médio de IPCA + 5,38% a.a. O prazo médio da dívida aumentou de 5,4 anos no 4T24 para 6,0 anos ao final de 2025 após as captações realizadas no período.
Nossa visão: a Equatorial mantém perfil de crédito sólido, sustentado pela forte operação no segmento de distribuição, geração previsível de caixa e histórico consistente de execução e de queda na alavancagem após o desinvestimento em transmissão. A decisão de reduzir o payout mínimo reforça a disciplina financeira da companhia ao manter maior flexibilidade para gerir a estrutura de capital, aspecto relevante diante da possibilidade de um novo ciclo de investimentos adiante, que, embora alinhado à estratégia de crescimento, requer monitoramento sob a ótica de crédito.

Outras análises
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