Como será o 'SuperApp do BC', que deve ser lançado até o fim de 2025
Segundo o presidente do BC, funcionalidade será uma espécie de 'lar financeiro' do cliente e aumentará a competitividade no setor
Publicado por: Broadcast Exclusivo
4 minutos
Atualizado em
31/10/2024 às 10:39
Por Gustavo Boldrini, Cícero Cotrim e Daniel Tozzi Mendes, do Broadcast
Brasília e São Paulo, 31/10/2024 - O Banco Central está preparando um SuperApp, para funcionar como um agregador de serviços e marketplace de finanças. Como diz o presidente do BC, Roberto Campos Neto, a ideia é que o aplicativo, a ser lançado no fim de 2025, funcione como um "lar financeiro".
Tem várias empresas trabalhando no 'superapp', alguns bancos até anunciaram que estão trabalhando e já estão em estágio avançado. A minha previsão era no final de 2025, eu continuo com essa previsão", disse ele em um evento em Londres na última segunda-feira (28).
O SuperApp estará intimamente ligado ao Open Finance, o sistema desenvolvido pelo BC que permite a troca de dados e informações financeiras dos clientes entre diferentes instituições financeiras. Segundo Campos Neto, houve um certo atraso devido à greve de servidores do BC, mas a forte adoção por parte da população deve compensar. "Acho que as coisas continuam num ritmo bastante acelerado. A adoção do Open Finance tem sido mais rápida do que a gente tem imaginado, então talvez isso recupere o tempo perdido", afirmou.
Com base no Open Finance, o SuperApp servirá como um agregador de informações financeiras das contas que a pessoa tem e permitirá a realização de transferências. A ideia é que empréstimos e investimentos também estejam lá.
O aplicativo do BC também deve ser uma das bases para a popularização do Drex, o real digital, que poderá ser negociado dentro dele.
Outro conceito que o BC tem destacado em torno do SuperApp é a competitividade. Isso porque ele também deverá agregar um marketplace de serviços financeiros, no qual o cliente poderá comparar as condições de diferentes instituições antes de tomar uma decisão de, por exemplo, tomar um empréstimo.
Segundo o Banco Central, até o último dia 25, havia 54 milhões de consentimentos ativos no sistema de Open Finance, envolvendo 35 milhões de clientes - isso ocorre porque muitos clientes consentiram em compartilhar seus dados com mais de uma instituição financeira.
Na etapa do Open Investment
No início de outubro, o BC lançou a nova etapa do Open Finance conhecida como Open Investment. Ela permitirá a troca de informações de investimentos dos clientes entre as diversas instituições financeiras, o que pode facilitar a oferta de serviços mais adequados ao perfil de cada investidor e ajudar no gerenciamento financeiro.
Para compartilhar os dados via Open Investment, o investidor seguirá os mesmos passos do Open Finance, autorizando o acesso às informações direto do aplicativo do seu banco ou corretora. Com isso, poderão ser compartilhadas as informações sobre investimentos em renda fixa bancária, renda fixa de crédito, renda variável, títulos do Tesouro, fundos de investimento, dentre outros.
Em live realizada na semana passada, o diretor de regulação do BC, Otávio Damaso, explicou que o Open Finance parte do princípio de que as informações que o cliente possui em uma instituição financeira pertencem a ele, e não aos bancos. Com isso, o cliente pode compartilhar esses dados com outras instituições e obter melhores ofertas de serviços e produtos.
Ele ressaltou ainda que o Open Finance é um projeto de "longo prazo", e que o sistema tem se consolidado entre 2023 e 2024 para, futuramente, trazer diversos benefícios aos clientes finais.

