Como o ataque dos Estados Unidos ao Irã pode afetar as ações de empresas no Brasil?
Publicado por: Broadcast Exclusivo
4 minutos

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Atualizado em
23/06/2025 às 11:52
Por Adriana Chiarini, do Broadcast
O investidor deve ficar atento às questões de incerteza e risco que marcam o cenário internacional neste momento. Isso porque o Parlamento do Irã aprovou ontem o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. A medida veio após os Estados Unidos bombardearam instalações nucleares no Irã, no sábado, entrando no conflito que era travado, inicialmente, entre Israel e o país persa.
Se realmente essa rota estratégica do petróleo será fechada ainda dependerá de decisão do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã. Até lá, os preços da commodity reagem, alcançando os maiores níveis desde janeiro no mercado internacional - ontem à noite subiram acima dos 3% - e continuam em alta nesta manhã.
A diplomacia mundial conseguirá conter o conflito e evitar o fechamento do Estreito de Ormuz? Até quando e onde irá o embate? São questões sem resposta, pelo menos por enquanto. E tudo isso é incerteza, o que gera aumento da volatilidade, o sobe e desce dos preços dos ativos.
"A tendência de aversão a risco nos mercados globais deve atingir também os ativos brasileiros, além de ações e moedas de países emergentes", acredita o sócio da The Link Investimentos, Arthur Horta.
"Haverá dias em que o mercado vai olhar e entender que (o conflito) é de curto prazo. Por outro lado, vamos ver dias em que o mercado vai entender que é duradouro e isso vai gerar reflexos adicionais", diz Hugo Queiroz, sócio da L4 Capital. "Quando der essa incerteza, vamos ver volatilidade maior".
Para Queiroz, a volatilidade vai se dissipar quando houver "certeza de paz". Se o problema for duradouro, observa, "aí podemos observar impactos até no crescimento econômico, além de preços de produtos e energia, com efeitos em inflação".
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As ações devem reagir de formas diferentes. "Quem pode se beneficiar são as defensivas, que têm proteção contra cenário de inflação, com as de utilities e concessões, além delas as geradoras elétricas, operadoras de saneamento e concessões em geral", avalia.
As petroleiras devem se beneficiar com a tendência de alta da commodity. "Quem está mais longe do conflito vai ganhar ao vender um produto mais caro", diz Horta, da The Link.
Já entre os setores que, para Queiroz, da L4, requerem atenção do investidor estão os que têm o combustível como custo, principalmente os de transporte, além dos que estão ligados ao crescimento econômico, caso o conflito perdure. "As chamadas microcaps e small caps, que são mais voláteis e ligadas ao desempenho da economia do País, em geral, ficam prejudicadas", considera.
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