Fed corta os juros dos EUA mais uma vez: e agora?
Publicado por: Broadcast Exclusivo
5 minutos

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Atualizado em
31/10/2025 às 16:07
Por Gustavo Boldrini, da Broadcast
O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), órgão decisório de política monetária do Federal Reserve (Fed), cortou a taxa básica de juros dos Estados Unidos em 25 pontos-base, para a faixa entre 3,75% a 4% ao ano.
A medida, amplamente esperada pelo mercado, é o segundo corte consecutivo realizado nos Fed Funds, e ocorre em meio à segunda maior paralisação do governo dos EUA na história, que chegou hoje ao 29º dia e manteve suspensa a publicação de dados oficiais importantes da economia americana.
Para a reunião de outubro, os dirigentes do Fed tiveram acesso apenas à leitura mensal do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) em setembro, uma vez que o relatório oficial de empregos do país (payroll) do mês passado não foi divulgado.
Agora, a pergunta que fica é: para onde vão os juros do país daqui para a frente, e o que isso tem a ver com os seus investimentos?
Com o banco central americano "no escuro" diante da falta de dados, há dúvidas se o processo de cortes de juros vai continuar na próxima reunião do Fomc, marcada para 10 de dezembro. Em coletiva após a decisão, o presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que uma nova redução das taxas não está garantida.
"Uma nova redução nos juros na reunião de dezembro não é uma conclusão inevitável", afirmou Powell, ressaltando que, na avaliação dele, ainda que haja falta de dados, pouca coisa mudou no cenário econômico dos EUA desde setembro.
"As condições no mercado de trabalho parecem estar se arrefecendo gradualmente, e a inflação permanece um pouco elevada", acrescentou o líder do BC americano.
Segundo a ferramenta de monitoramento de derivativos FedWatch, do CME Group, o mercado impute 67% de chance de um novo corte de 25 pontos-base nos juros americanos em dezembro, enquanto a chance de uma manutenção da taxa é de 30%, segundo parcial das 16h (de Brasília).
O corte nas taxas básicas de juros dos Estados Unidos costumam representar um catalisador para ativos de risco não só nas bolsas americanas, mas também em países emergentes, como o Brasil.
Afinal, os Fed Funds são a base do rendimento dos Treasuries, títulos do Tesouro dos EUA, que são considerados o investimento de renda fixa mais seguro do mundo. Quando os juros caem, o rendimento dos Treasuries cai, levando investidores a buscarem opções de maior risco, como as ações.
A Bolsa brasileira opera em alta e renova recordes intradia nesta quarta-feira ao longo de todo o pregão, e se manteve no positivo após a decisão do Fed - avançando 0,89% perto das 16h10, aos 148.733 pontos.
Já em Nova York houve uma virada para o negativo nos índices Dow Jones e S&P 500, que caíam, respectivamente, 0,09% e 0,04% no horário, diante da falta de sinalização de mais cortes de juros pelo Fed em dezembro. O Nasdaq reduziu o ritmo das altas, mas se mantinha no azul, subindo 0,36%.
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