Confiança maior e foco nos preços: como o brasileiro encara o dinheiro para 2026?
Publicado por: Broadcast Exclusivo
6 minutos
Atualizado em
23/01/2026 às 15:24
Por Patrícia Queiroz, da Broadcast
Os brasileiros começaram o novo ano confiantes em relação às perspectivas financeiras, segundo aponta estudo sobre consumo conduzido pela TransUnion, empresa global de informação.
Esse otimismo abrange pessoas de todas as idades, sendo que as da Geração Z, com idades entre 18 e 28 anos, lideram a tendência, com 76% relatando que suas finanças estavam melhores ou conforme o planejado no último ano e com 84% otimistas que as melhorariam em 2026.
Os conhecidos como Millennials (dos 29 aos 44 anos de idade), com 70%, e os da Geração X (45 aos 60 anos), com 65%, também compartilham essa sensação de estabilidade em relação ao dinheiro.
De olho no futuro, 76% de todos os ouvidos no levantamento esperam aumentos adicionais da renda neste novo ano, enquanto 39% disseram já ter tido esse crescimento nos últimos três meses.
Inflação segue no radar
Apesar do otimismo, preocupações com os preços dos produtos de consumo diário seguem no radar, apontados como a maior preocupação financeira (64%) das famílias entrevistadas, com as taxas de juros (52%) e o emprego (47%) logo depois.
O temor em torno da inflação é consistente entre as gerações, mas os chamados Baby Boomers, que têm hoje 61 anos ou mais, colocaram a questão no topo da lista, com 67%.
Essa preocupação se reflete na percepção do poder de compra: apenas 39% de todos os entrevistados acreditam que sua renda conseguirá acompanhar o aumento dos preços.
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Orçamento ajustado
Diante das perspectivas, os consumidores estão adotando ajustes orçamentários. Entre eles, quase metade de todos os entrevistados (47%) cortou despesas variáveis, reduzindo gastos com alimentação fora de casa (66%), entrega de comida (56%) e viagens (54%).
Além disso, 21% dos entrevistados também cancelaram ou reduziram custos com serviços digitais, como serviços de streaming e internet.
"Os consumidores estão esperançosos, mas atentos aos seus orçamentos, planejando com mais prudência e priorizando escolhas de consumo mais conscientes", comenta Helena Leite, especialista de mercado do setor bancário da TransUnion.
Acesso ao crédito
O acesso ao crédito continua sendo um pilar central no orçamento de curto e longo prazo das famílias, aponta o estudo, segundo o qual 59% dos ouvidos consideram esse tipo de modalidade financeira muito importante para alcançar seus objetivos.
Para os mais jovens, que ainda estão começando a construir um patrimônio, esse porcentual aumenta para 64% entre os da Geração Z.
Ainda sobre o tema, 38% das pessoas ouvidas pretendem solicitar ou refinanciar algum tipo de crédito ao longo de 2026, sendo que os produtos mais procurados devem ser novos cartões (38%), empréstimos pessoais (36%) e aumento nos limites (30%).
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