Neoenergia: Atualização de crédito - Fevereiro/2026
Análise de emissores: atualização sob a ótica de crédito privado
Publicado por: Análise BB
5 minutos
Atualizado em
03/03/2026 às 16:10
Confira o relatório completo:
Momento operacional: a Neoenergia vem apresentando expansão de receita e de geração de caixa em decorrência de fortes investimentos realizados nos últimos anos com foco no segmento de redes (transmissão e distribuição). Durante a fase de investimento houve natural aumento do endividamento, pressionando inclusive a apesar da maior geração de caixa. O ano de 2025 marcou o fim de um ciclo de investimentos no segmento de Transmissão que juntamente à execução mais intensa da estratégia de rotação de ativos recentemente, trouxe o início de um momento de desalavancagem. Destaca-se também a melhor performance operacional recente, com ganho de margens garantidas pelo controle de custos e despesas operacionais gerenciáveis que cresceram em velocidade menor que a receita, permitindo forte avanço na geração de caixa operacional e ganho de margem . Entre os eventos societários recentes ligados à estratégia de rotação de ativos destacam-se: a venda de 70% da hidrelétrica Baixo Iguaçu, de 50% da transmissora Itabapoana e de 75% da UHE Dardanelos. O acordo com o GIC, em Transmissão, deve permitir a venda de mais 4 ativos no primeiro semestre de 2026, permitindo desalavancagem nos próximos trimestres. Ressaltamos ainda a expectativa positiva em relação ao andamento da renovação de 4 das 5 concessões de distribuição do grupo Neoenergia, já em fase avançada, tendo sido concluído o processo da Celpe.
Alavancagem e dívida: o 4T25 trouxe mais avanço em receita e EBITDA, dessa vez com melhoria da rentabilidade com o bom controle das despesas gerenciáveis, já impactando positivamente a alavancagem que ficou em 3,4x /EBITDA ( <= 4,0x), em ligeira queda na comparação anual.
Nossa visão: a conclusão do ciclo de investimentos em transmissão, a venda de participação na usina Dardanelos anunciada em dezembro, e a provável venda de ativos de transmissão recém construídos devem garantir redução da alavancagem em 2026, também beneficiada pelo aumento de receita e EBITDA.

Outras análises
Disclaimer
Este é um relatório público e foi produzido pelo BB-Banco de Investimento S.A. (“BB-BI”). As informações e opiniões aqui contidas foram consolidadas ou elaboradas com base em informações obtidas de fontes fidedignas e de boa-fé, tendo sido tomadas medidas razoáveis para assegurar sua exatidão no momento de publicação. Contudo, o BB-BI não garante que tais dados sejam totalmente isentos de distorções e não se compromete com a veracidade dessas informações. Todas as opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e derivam do julgamento de nossos analistas de valores mobiliários (“analistas’), podendo ser alteradas a qualquer momento sem aviso prévio. O BB-BI não garante o lucro e não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas nesse material, que tem por finalidade apenas informar e servir como instrumento que auxilie a tomada de decisão de investimento, não devendo ser interpretado como material promocional, recomendação, oferta ou solicitação de oferta para comprar ou vender quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Investimentos nos mercados financeiros e de capitais estão sujeitos a riscos de perda superior ao capital investido. A rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Nos termos do art. 22 da Resolução CVM 20/2021, o BB-BI, em conjunto com o Conglomerado Banco do Brasil S.A. (“Grupo”), declaram que (i) podem ser remunerados por serviços prestados ou possuir relações comerciais com a(s) empresa(s) analisada(s) neste relatório ou com pessoa natural ou jurídica, fundo ou universalidade de direitos, que atue representando o mesmo interesse dessa(s) empresa(s); (ii) podem possuir participação acionária direta ou indireta, igual ou superior a 1% do capital social da(s) empresa(s) analisada(s), e poderão adquirir, alienar ou intermediar valores mobiliários da(s) empresa(s) no mercado.





