Neoenergia: Atualização de análise de crédito - Setembro 2025
Análise de emissores: atualização sob a ótica de crédito privado
Publicado por: Análise BB
5 minutos
Atualizado em
24/09/2025 às 16:45
Confira o relatório completo:
A Neoenergia tem apresentado crescimento de receita e de geração de caixa como consequência aos fortes investimentos realizados nos últimos anos em expansão de redes, com manutenção de margem EBITDA e de alavancagem estáveis. O período recente foi marcado por eventos societários como a venda de 70% da hidrelétrica Baixo Iguaçú por R$ 1 bilhão e da transmissora Itabapoana, bem como pelo fim do contrato antigo de venda de energia da Termopernambuco em maio de 2024 e início do novo contrato em outubro do mesmo ano. O acordo com o GIC no segmento de transmissão deve permitir a venda de mais 4 ativos no primeiro semestre de 2026, permitindo a alavancagem atual mesmo com o agressivo programa de investimentos. Está em andamento o processo de renovação de 4 das 5 concessões de distribuição de energia do grupo Neoenergia, em fase avançada, inclusive com a assinatura recente do termo de prorrogação da Neoenergia Pernambuco até 2060.
O 1S25 mostrou algum avanço em receita e EBITDA mas sem melhoria em rentabilidade apesar do bom controle das despesas gerenciáveis, com alavancagem atingindo 3,5x dívida líquida/EBITDA (covenant <= 4,0x) em função do ciclo mais agressivo de investimentos. Houve aumento do lucro líquido em função de reconhecimento de crédito tributário não recorrente. A receita líquida consolidada somou R$ 25,1 bilhões no 6M25 (+8,8% a/a) e excluindo-se a receita de construção foi R$ 20,1 bilhões (+6,2% a/a). O crescimento veio em função (i) do aumento da energia distribuída (incluindo GD) em 1,9% a/a em linha com o aumento do número de clientes, (ii) de revisões e reajustes tarifários das distribuidoras, (iii) e do crescimento no segmento de Transmissão, com novos projetos entrando em operação nos últimos trimestres, compensando (iv) menor receita de Geração, com o fim do contrato da Termopernambuco em maio de 2024, que migrou para o contrato de reserva de capacidade mas não teve geração despachada no 2T25.
Os custos não gerenciáveis somaram R$ 10,3 bilhões no 6M25, (+5,8% a/a), enquanto as despesas gerenciáveis (ex-depreciação e construção) somaram R$ 2,8 bilhões (+3,5 % a/a), ambas em ritmo um pouco inferior ao avanço da receita ex-construção no período, trazendo EBITDA de R$ 6,9 bilhões (+7,6% a/a).

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