Brasileiro vê Bitcoin como reserva de valor e stablecoin como moeda de troca, mostra Bitso
Publicado por: Broadcast Exclusivo

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Atualizado em
11/08/2025 às 11:22
Por Gustavo Boldrini, da Broadcast
São Paulo, 11/08/2025 - O investidor brasileiro de criptomoedas está apostando no Bitcoin (BTC) como reserva de valor em meio ao momento de incerteza vivido pela economia global, segundo a última edição do relatório Panorama Cripto na América Latina, realizado pela plataforma Bitso.
Os dados mostram que o País registrou, no primeiro semestre este ano, a maior concentração de BTC em carteira entre os mercados latino-americanos analisados, com 65% do total. Foi o maior nível já registrado pelo levantamento, que contempla, além do Brasil, os mercados cripto de Argentina, Colômbia e México.
"A preferência dos brasileiros por manter Bitcoin em carteira mostra uma confiança crescente no ativo como proteção patrimonial e investimento de longo prazo. Isso reflete não só a maturidade do usuário, mas também o papel do BTC como alternativa viável frente à inflação e à volatilidade locais", afirma Bárbara Espir, country manager da Bitso no Brasil.
Neste ano, o Bitcoin passou por flutuações nos primeiros meses do ano, mas voltou a subir e atingir novos recordes - o último deles, na faixa dos US$ 123 mil, foi registrado em meados de julho. No ano, a criptomoeda mais tradicional do planeta sobe 27%, segundo a cotação da Binance.
Enquanto o BTC foi utilizado como reserva de valor nas carteiras dos usuários brasileiros, as stablecoins, ativos cripto lastreados em moedas fiduciárias como o dólar, foram as que mais movimentaram esse segmento nos primeiros seis meses de 2025.
Segundo o estudo da Bitso, as stablecoins atreladas ao dólar atingiram uma fatia de 35% das compras do mercado cripto no País entre janeiro e junho, um avanço expressivo em relação ao relatório anterior, do segundo semestre de 2024, quando esse índice foi de 26%.
A stablecoin USDC apareceu pela primeira vez de forma isolada como o ativo mais comprado entre os brasileiros, com 24% das aquisições, superando o próprio Bitcoin, que apareceu com 21%. Outra stablecoin, a USDT, também teve participação significativa, representando 11% das compras durante o período.
Em toda a América Latina, as stablecoins também se consolidaram como os ativos mais comprados na primeira metade do ano, representando 46% de todas as transações na região, um crescimento constante em relação aos anos anteriores, quando esse número foi de 39%, em 2024, e 30%, em 2023.
"O avanço das stablecoins na região mostra como os usuários latino-americanos estão cada vez mais familiarizados com as funcionalidades práticas desses ativos, seja para remessas, proteção cambial ou pagamentos diários", comenta Bárbara Espir.
O aumento na adoção desse tipo de ativo por investidores institucionais, além do avanço nas negociações de fundos do tipo ETF atrelados ao mercado cripto, em especial nos Estados Unidos, tem levado o BTC a renovar recordes, segundo a Bitso. No mesmo sentido, a ordem executiva do governo americano de março, que visa criar uma reserva nacional de BTC, também serve como apoio para a busca por criptos globalmente.
"A segunda metade do ano poderá seguir com a valorização do preço do Bitcoin, mas também registrar crescimentos expressivos de altcoins, como Ethereum, Solana, Avalanche e outras", diz a Bitso no relatório.
A plataforma também lembra que a possibilidade de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) até o final do ano pode impulsionar os investimentos nos criptoativos, com o aumento do apetite por risco pelo mercado.
Para o segundo semestre, empresas de análise como VanEck e Standard Chartered já projetaram que o preço do BTC pode alcançar entre US$ 180 mil e US$ 250 mil até o final de 2025.
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