Deseconomês | O que é volatilidade?
Um pulo no parque de diversões
Publicado por: Análise BB
3 minutos

Um pulo no parque de diversões
Publicado por: Análise BB
3 minutos
Atualizado em
09/07/2024 às 10:18
Tente imaginar o mundo dos investimentos como um parque de diversões. Nem todo mundo tem estômago para subir em uma montanha russa, não é mesmo? Com volatilidade em investimentos, é tipo isso... Enquanto uns gostam de mais adrenalina, outros preferem algo mais tranquilo. Mas, calma, você verá que essa analogia não é tão louca como parece.
No mercado financeiro, o termo volatilidade é bastante comum, e mostra os altos e baixos nos investimentos. Nessa estrada de sobe e desce, uma aplicação pode ser mais arriscada por estar mais suscetível a mudanças. Quanto mais alta a volatilidade, maior o risco. Apesar disso, os ganhos podem vir a ser maiores.
Usar a combinação de investimentos com diferentes volatilidades é uma estratégia interessante na hora de montar uma carteira de investimentos diversificada. Mas esse é um assunto para daqui a pouco. Vamos entender os diferentes tipos de volatilidade.
Alguns investidores querem se divertir, mas não gostam dos movimentos bruscos de brinquedos mais agitados. Além disso, querem ter certeza que no final do seu tempo, estarão sãos e salvos e com uma dose a mais de felicidade no coração.
Esse exemplo ilustra um investimento de baixa volatilidade. Assim como o carrossel, uma aplicação em um produto com baixa volatilidade representa menor exposição ao risco, e por consequência, tem menor rentabilidade esperada.
No caso do brinquedo, o rendimento menor equivale a menos adrenalina. Mas vale alertar que menor exposição ao risco não significa zero risco. Afinal, embora seja muito difícil, até o carrossel pode ter um problema, não é mesmo?!
Este é para quem busca um nível moderado de adrenalina. Ele sobe e desce até uma altura controlada, assustando um pouco, mas ainda sem fazer o coração sair pela boca.
Na volatilidade média, as variações são um pouco fortes. Como no movimento do barco viking, a rentabilidade esperada equivalente à adrenalina após o passeio também costuma ser maior que a do carrossel.
Aqui a brincadeira é para os fortes. Cardíacos e crianças sem a altura mínima indicada não têm vez na montanha russa. O sobe e desce é frequente e os movimentos são imprevisíveis. Mesmo assim, tem investidor que chega ao final pronto para a próxima e querendo correr para a fila de novo.
Mas há quem fique enjoado e precisando de apoio médico do ambulatório do parque. Por isso é necessário ter cautela antes de brincar. Quando falamos de investimento em produtos de alta volatilidade, o cenário é bastante próximo. A rentabilidade varia com frequência, sendo que os altos e baixos fazem parte do percurso. Como no parque, é preciso checar se as condições, o horizonte de investimento, o perfil do investidor e os objetivos que se pretende alcançar. Então, qual é a opção ideal?
O caminho ideal é a diversificação de investimentos, buscando equilíbrio entre risco e retorno.
Os recursos com previsão de utilização no curto prazo devem, sempre que possível, ser aplicados em produtos com menor risco e maior liquidez, já que o investidor poderá utilizá-los a qualquer momento. Aqui, o carrossel é a opção ideal, já que não seria muito legal precisar resgatar o dinheiro justamente no momento de baixa do barco viking ou da montanha russa, né? A reserva de emergência também entra aqui nesse conceito.
Já aqueles recursos que o investidor está guardando para objetivos de médio e longo prazos podem ser distribuídos entre produtos com volatilidades maiores, permitindo uma exposição controlada a risco, em busca de melhores patamares de rentabilidade.
Ou seja, uma carteira de investimentos diversificada, com a combinação de investimentos de diferentes volatilidades, é um caminho interessante na busca desse equilíbrio entre risco e retorno. Vamos falar melhor disso em outro artigo do Deseconomês. Agora, é importante você saber que, voltando ao exemplo do parque de diversões, quantas vezes você vai entrar na fila do carrossel, quantas vezes na do barco viking e quantas na da monta russa vai depender do seu perfil de investidor.
Confira o conteúdo completo neste vídeo do Deseconomês:
Confira o video em: https://www.youtube.com/watch?v=JU18bEllOs4
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