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Conservador, moderado, arrojado ou agressivo? Descubra seu perfil de investidor

Conheça os principais perfis de risco e em qual você se encaixa melhor antes de investir

Publicado por: Broadcast Exclusivo

conteúdo de tipo Leitura6 minutos

Atualizado em

10/07/2024 às 10:38

Por Gustavo Boldrini, do Broadcast

Saber seu perfil de investidor é o primeiro passo para começar a se aventurar no mundo dos investimentos. Assim, você pode montar uma carteira mais adequada à sua capacidade de lidar com o sobe e desce do mercado financeiro, sempre de olho nos seus objetivos.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão que regula o mercado de capitais do Brasil, estabelece que toda corretora ou banco de investimento deve aplicar um teste para definir o perfil de risco dos seus clientes. Esse teste também é conhecido como Análise de Perfil do Investidor (API) ou "suitability", no termo em inglês.

A descoberta desse perfil vai te ajudar a entender o quanto de risco sua carteira de investimentos pode suportar. Em outras palavras: o quanto você estaria preparado para perder no caso de uma queda no rendimento das suas aplicações.

"É importante que o investimento seja o mais adequado ao objetivo e ao perfil de risco de cada investidor, pois uma escolha inadequada, além de potencialmente frustrar o alcance de um objetivo de vida, pode também expor o investidor a riscos e perdas acima do que ele estaria disposto ou teria a capacidade para assumir", como explica a CVM.

O que é risco?

Antes de tudo, é preciso saber que existe risco no mundo financeiro. Basicamente, risco é a possibilidade de o investidor ter prejuízos ou um rendimento abaixo do desejado em um investimento. Se você compra a ação de uma empresa, por exemplo, existe o risco de o preço dessa ação cair, por algum motivo. Se você compra um título de renda fixa atrelado à taxa básica de juros da economia - a Selic, no caso do Brasil -, existe o risco de o Banco Central cortar essa taxa, reduzindo o rendimento de sua aplicação. Em outras palavras: o seu perfil de risco é o que medirá a sua capacidade de lidar com imprevistos em relação ao seu dinheiro.

O tripé dos investimentos

Outro conceito importante para entender os perfis de risco é o tripé dos investimentos, que é composto por rentabilidade, liquidez e segurança. A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) explica cada um desses conceitos:

Rentabilidade é o retorno que pode ser obtido a partir de um investimento. Ou seja, quanto maior for a rentabilidade, maior será o ganho. Geralmente, maiores rentabilidades estão associadas a riscos maiores e liquidez menores.

Liquidez, por sua vez, é a velocidade com a qual é possível converter um investimento em dinheiro caso seja preciso sacar antes do prazo. Quando um investimento é considerado líquido, isso significa que você pode se desfazer dele a qualquer momento, que encontrará quem compre rápido ou que o próprio banco lhe devolva o dinheiro rapidamente, e isso representa maior segurança. Sendo assim, quanto maior a liquidez, menor o risco.

Segurança, aliás, é um conceito relativo no mundo das finanças. Não existe investimento completamente isento de riscos, mas há algumas alternativas que se mostram mais seguras que outras, ainda de acordo com a Anbima.

Dito isso, vamos conhecer os quatro perfis de risco mais comuns:

O perfil conservador

Se você está disposto a priorizar a segurança e a liquidez no lugar da rentabilidade, correndo o mínimo de riscos possíveis ao investir, você é um investidor de perfil conservador. Ou seja: em nome da segurança, você abrirá mão de parte do potencial de valorização dos ativos que possui na sua carteira.

Por isso, o investidor conservador tende a expor a maior parte dos seus investimentos a títulos de renda fixa, como o Tesouro Direto e os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) ou, no limite, a poupança. O conservador poderá ter uma parcela pequena de seus investimentos em produtos de maior risco, como ações e fundos multimercado, a fim de obter mais ganhos, porém priorizando a segurança. Ainda que decida investir em ações, o investidor conservador buscará empresas com histórico sólido de lucros e que sejam menos sensíveis ao cenário macroeconômico do país, as chamadas "ações defensivas".

O perfil moderado

O investidor moderado é aquele que buscará equilibrar segurança, liquidez e rentabilidade. Ele está disposto a correr um pouco mais de riscos que o investidor conservador, mas sem abrir mão de aplicações mais sólidas e que lhe deem a possibilidade de uma liquidez maior.

Esse tipo de investidor, além de preservar parte do seu patrimônio em títulos de renda fixa mais seguros como Tesouro Direto e CDB, terá uma exposição maior a ações, fundos multimercados e até investimentos no exterior.

O perfil arrojado

O investidor arrojado é aquele que, no tripé de investimentos, priorizará a rentabilidade. Com isso, acabará tirando um pouco do peso de liquidez e segurança.

O arrojado aumentará sua exposição à renda variável via ações, fundos imobiliários e fundos de ações, além de investimentos no exterior. Esse tipo de investidor precisa estar bem assessorado e mais atento ao noticiário econômico do Brasil e do mundo, disposto a reajustar seus investimentos de acordo com os acontecimentos.

O perfil agressivo

Chegamos ao patamar máximo de apetite por risco do mundo dos investimentos: o agressivo. Esse tipo de investidor costuma ter um conhecimento técnico maior para buscar alternativas que gerem mais rendimentos, além de preparo emocional para lidar com as oscilações do mercado.

Assim como o arrojado, o investidor agressivo colocará a maior parte de seus investimentos na renda variável, mas podendo diversificar ainda mais, atuando em setores mais arriscados e por vezes até com instrumentos derivativos.

Clientes do Banco do Brasil podem fazer a Análise de Perfil do Investidor (API) e descobrir seu perfil de risco no site: https://www.bb.com.br/site/investimentos/api/

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