Onde investir em junho
Todo mês, uma carteira de investimentos personalizada com as sugestões dos especialistas do BB para cada perfil de investidor.
Publicado por: Análise BB

Todo mês, uma carteira de investimentos personalizada com as sugestões dos especialistas do BB para cada perfil de investidor.
Publicado por: Análise BB
Atualizado em
02/06/2026 às 19:43
Confira o video em: https://www.youtube.com/watch?v=o4iKFILWjoA
Acesse aqui o relatório completo com as Carteiras de Alocação do BB
Junho começa com os mercados globais ainda acompanhando os desdobramentos do conflito geopolítico, com reflexos mais disseminados em inflação e expectativas de política monetária. O choque inicial, antes concentrado em energia, passa a se espalhar para outras cadeias de preços, elevando a incerteza. O prolongamento do conflito já impacta de forma relevante as expectativas de inflação no Brasil e no mundo, tornando movimento de queda dos juros mais distante. O cenário global pró risco que tínhamos antes, com corte de juros em um ambiente de atividade global resiliente, está ameaçado e o mercado reagiu a isso.
Nesse ambiente, a diversificação segue essencial. O Brasil continua relativamente bem-posicionado em termos de diferencial de juros, mas o fluxo de capital estrangeiro teve seu 1° mês negativo em 2026, o cenário doméstico também exige cautela, diante de inflação persistente, mercado de trabalho aquecido, desafios fiscais em 2027, que nos leva a juros elevados por um período prolongado.
A Selic projetada para o final de 2026 foi revisada para 13,5%, refletindo a persistência inflacionária e a desancoragem das expectativas. O carrego dos ativos pós-fixados segue bastante atrativo, sendo a principal âncora defensiva das carteiras no curto e médio prazo.
Os títulos indexados à inflação seguem como a maior assimetria do mercado atualmente, oferecendo proteção real em um cenário de inflação mais resistente. Já os prefixados continuam com carrego interessante, porém com balanço de riscos pra cima quando falamos do horizonte de 12 meses, por maior sensibilidade à política monetária. As taxas são uma ótima oportunidade para panoramas de investimentos de médio e longo prazo, com carrego historicamente muito positivo.
No mês de maio, o IRF-M rendeu 0,68%, o IMA-B rendeu 0,31%, ambos performando abaixo do CDI.
A bolsa brasileira apresentou maior volatilidade em maio, com fluxo estrangeiro negativo no mês, influenciado pela virada nas expectativas de juros globais e pelo aumento do risco geopolítico. Mesmo com ganhos acumulados próximos a 8% no ano, o balanço de riscos ficou mais desfavorável.
Diante desse cenário, recomendamos realização parcial de lucros e redução tática de risco, aumentando a alocação em ativos defensivos, especialmente pós-fixados.
Em maio, o Ibov rendeu -7,22%.
O câmbio segue relativamente comportado, sustentado pelo diferencial de juros, com projeção de dólar em R$ 5,00 ao final de 2026. Ainda assim, o ambiente externo instável mantém o câmbio sensível a eventos geopolíticos e no mês de maio a moeda subiu 1,62% e fechou em R$5,04.
Nos criptoativos, o cenário permanece construtivo no médio e longo prazo, impulsionado por avanços regulatórios e adoção institucional, mas com maior volatilidade no curto prazo. O Bitcoin caiu 3,77% e o Ethereum -10,95%.
Os investimentos internacionais seguem fundamentais para diversificação. A temporada de resultados nos Estados Unidos foi forte, especialmente no setor de tecnologia, reforçando as teses ligadas à inteligência artificial e retirando a desconfiança com IA que parou sobre o mercado nos últimos meses, antes do conflito no Oriente Médio dominar o cenário.
Apesar disso, os principais índices já operam com preço esticado e indicadores técnicos apontam um mercado sobrecomprado. Assim, preferimos realizar parte dos ganhos e manter posição neutra na classe, preservando o benefício de descorrelação do portfólio.
O S&P 500 fechou o mês em 7.580 pontos e rendeu 5,15 %, já o Nasdaq rendeu 10,49%. A mediana de preço-alvo para o S&P 500 em 2026 está em 7.600 pontos, indicando potencial de valorização adicional de aproximadamente 0,26%, mas o valor que mais aparece nas revisões recentes por casas conceituadas é 8.000 pontos, o que indicaria um potencial de 5,5%
Acesse aqui o relatório completo com as Carteiras de Alocação do BB para PJ
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