Volume aplicado pelo brasileiro cresce 6,8% no 1º semestre e chega a R$ 7,9 tri, informa Anbima
Publicado por: Broadcast Notícias
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Atualizado em
11/08/2025 às 16:56
Por Bruna Camargo
São Paulo, 11/08/2025 - O volume financeiro movimentado por pessoas físicas em corretoras, bancos e plataformas de investimentos no Brasil chegou aos R$ 7,9 trilhões no primeiro semestre de 2025. O número representa uma alta de 6,8% em relação ao semestre anterior, informou hoje a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
O crescimento do patrimônio líquido (PL) no primeiro semestre deste ano foi puxado pelo varejo de alta renda (+10,7%), seguido pelo private (+5,4%). Já o varejo tradicional cresceu 4,1% no período. O varejo responde por R$ 5,5 trilhões do PL total, com 189,9 milhões de contas, enquanto o private responde por R$ 2,4 trilhões, com 161,7 mil contas e 66,9 mil grupos econômicos.
Em coletiva de imprensa nesta manhã, a presidente do Fórum de Distribuição da Anbima, Luciane Effting, fez a ressalva de que ainda não há dados do volume de investimentos do segmento private remetido ao exterior.
Renda fixa representa quase 60% das carteiras
A renda fixa foi o segmento que mais cresceu na carteira dos investidores durante o semestre e continua predominante nas carteiras, com uma fatia de 58,9% em junho ante 58,1% em dezembro de 2024. Já a renda variável tiveram leve recuo de 13,4% para 13,1% e os ativos híbridos - fundos multimercado, fundos de índice (ETFs), fundos imobiliários (FIIs) e certificados de operações estruturadas (COEs) -, de 10% para 9,6% no mesmo período. O segmento de previdência continuou em 18,3%.
Segundo os dados da Anbima, quase metade (46,6%) do volume financeiro aplicado pelos investidores está em títulos e valores mobiliários. O produto favorito ainda são os certificados de depósito bancário (CDBs), que cresceram 9,9% e ultrapassaram a marca de R$ 1,1 trilhão, puxadas pelos investidores de varejo alta renda. As ações vêm em seguida, com R$ 767,3 bilhões, com o varejo tradicional responsável por 49,7% da alta na classe.
Os produtos isentos seguiram como destaque no semestre, com R$ 1,388 trilhão. O investimento em letras de crédito do agronegócio (LCA) representa quase 40% desse total, com R$ 536,7 bilhões, seguidas pelas letras de crédito imobiliário (LCI), com R$ 426,5 bilhões, entre os destaques da alocação de investidores private. "CDB e Letras se destacam pela taxa de juros mais alta, além do fato de Letras ainda serem isentas [de imposto de renda], sendo produtos ainda bastante procurados pelo investidor pessoa física", afirma Effting.
Já a poupança saiu de 13,1% em dezembro de 2024 para 12% das carteiras em junho de 2025, enquanto os fundos de investimento passaram de 23,4% para 23%. Nessa última classe, os fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs) se sobressaem com a alta de 51%, chegando a R$ 35,2 bilhões em investimentos, com o varejo tradicional responsável por 71,4% do avanço.
"Em termos de volume, o aumento do FIDC não é o mais significativo, mas dada a base que parte tem um aumento expressivo, fruto do produto ter sido aberto inclusive para investidores de varejo, democratizando o acesso, e do mercado de pequenas e médias empresas, que se utilizam dessa alavanca para captar recursos", avalia Effting. Os fundos de renda fixa, com R$ 855,7 bilhões, e multimercados, com R$ 532,8 bilhões, ainda ocupam a dianteira nas alocações.
Para o segundo semestre, a diretora da Anbima avalia que a renda fixa deve seguir como a classe de maior interesse, dado o nível elevado da taxa básica de juros. Além disso, com a possibilidade de que títulos isentos sejam tributados a partir do ano que vem, o apetite por esses ativos pode aumentar nos próximos meses, conforme investidores buscarão garantir o benefício tributário, segundo a executiva.
Norte e Nordeste têm maiores avanços
- As regiões Norte e Nordeste viram os maiores crescimentos no primeiro semestre de 2025, com respectivas altas de 8,5%, para R$ 142,7 bilhões, e 7,9%, para R$ 737,8 bilhões. O maior volume financeiro segue com a região Sudeste, com R$ 5,283 trilhões, seguida pelo Sul, com R$ 1,358 trilhão, e pelo Centro-Oeste, com R$ 420,3 bilhões.
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