Venezuela tem 'reservas fantasmas' de BTC? Entenda rumor deflagrado por operação dos EUA
Publicado por: Broadcast Exclusivo
5 minutos
Atualizado em
07/01/2026 às 11:54
Por Gustavo Boldrini, da Broadcast
Após a operação dos Estados Unidos na Venezuela no último sábado que culminou na captura e prisão do presidente Nicolás Maduro, cresceram rumores sobre uma possível "reserva fantasma" de detida pelo país sul-americano que poderia ser confiscada pelo governo Donald Trump.
O boato, segundo agentes do mercado cripto, chegou a apoiar uma recuperação nos preços do ativo digital mais popular do mundo, que voltou a ultrapassar a faixa dos US$ 90 mil durante o último fim de semana, logo após a invasão dos EUA à Venezuela.
A perspectiva é de que, caso as reservas venezuelanas existam e sejam capturadas pelos americanos, poderia haver um choque de oferta no mercado, levando o Bitcoin a subir. Mas, afinal, isso procede ou tudo não passa de boato?
A princípio, é tudo rumor
Segundo a imprensa dos EUA, circulou no mercado um rumor de que a Venezuela teria uma reserva em torno de US$ 60 bilhões de BTCs, quase o dobro do que os Estados Unidos possuem.
Essa reserva teria sido constituída a partir de 2018, com a conversão das receitas de ouro e as vendas de petróleo em Bitcoin como forma de driblar as sanções impostas ao país pelos Estados Unidos.
Mas não há nenhum indício de que a Venezuela tenha de fato reservas ocultas de BTC. Dados públicos da plataforma BitcoinTreasuries mostram que o país sul-americano tem 240 unidades da criptomoeda em reserva, que equivalem a cerca de US$ 22 milhões.
Como a questão da Venezuela impacta o BTC?
O BTC acumula alta de mais de 3% nos últimos sete dias, passando da faixa dos US$ 87 mil para os US$ 91 mil. Analistas observam que o movimento tem alguma relação com a operação dos EUA na Venezuela, deflagrada na madrugada de sábado (3), e com os rumores em torno das reservas ocultas do país sul-americano.
"Se esses ativos forem congelados ou apreendidos pelos EUA, uma parte significativa do ativo seria removida de circulação, criando um choque de oferta e fortalecendo uma perspectiva otimista de longo prazo para o Bitcoin", afirmou Hina Sattar Joshi, diretora de vendas de ativos digitais da TP ICAP, em entrevista à Dow Jones Newswires.
Além da questão venezuelana, o setor também conta neste começo de ano com o impulso da notícia de que a gigante de auditoria PwC está expandindo seus serviços para , o que tende a favorecer a perspectiva de maior adoção institucional do Bitcoin.
"As criptomoedas começaram o ano em uma forma muito melhor do que terminaram 2025, em uma mudança marcante em relação ao último trimestre do ano passado", disse o analista da IG Group, Chris Beauchamp.
Ainda assim, ainda é cedo para cravar uma mudança completa de cenário para o ativo digital, portanto, o momento ainda inspira cautela, alertou o especialista.
Com informações da Dow Jones Newswires

