Tesouro não terá venda de títulos nesta terça-feira (15) devido a greve de servidores
Publicado por: Broadcast Exclusivo
3 minutos

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Atualizado em
15/10/2024 às 09:57
Por Giordanna Neves, do Broadcast
Brasília, 15/10/2024 - A Secretaria do Tesouro Nacional informou que não haverá venda de títulos por meio do Programa Tesouro Direto nesta terça-feira, 15, devido à greve dos servidores da instituição e por "restrições operacionais". Já é a terceira interrupção da venda de títulos no último mês.
Em nota, o Tesouro informou que as operações de resgate antecipado e agendamentos serão realizadas normalmente. Assim, os investidores poderão resgatar seus investimentos no programa, mas não poderão fazer aportes hoje no site do Tesouro Direto.
Aliás, o investidor deve se preparar também para alterações de limites mínimo e máximo no programa, como anunciadas recentemente pela B3, que é gestora da plataforma do Tesouro Direto.
A partir de 18 de novembro, o limite máximo de investimento em títulos do Tesouro Direto será ampliado, de R$ 1 milhão para R$ 2 milhões por pessoa por mês. Lembrando que o valor se aplica à carteira de títulos adquirida pelo investidor durante o mês, e não a cada título individualmente.
Será eliminado o valor mínimo de aplicação, que hoje é de R$ 30,00. O investidor poderá fazer aportes de qualquer montante, desde que correspondente à fração mínima de 1% do valor de um título, ainda que fique abaixo de R$ 30,00.
Saiba mais:
O Tesouro Direto não é o único impactado pela greve dos servidores do órgão. As divulgações sob responsabilidade do órgão também estão sendo afetadas. O Relatório Mensal da Dívida (RMD) tem sido divulgado com atraso, por exemplo. Na última publicação do documento, faltaram dados referentes ao perfil dos detentores e à reserva de liquidez.
A greve ganhou ainda um novo capítulo na semana passada. Como mostrou o Broadcast, servidores do Tesouro e da Controladoria-Geral da União (CGU) estão negociando reajuste salarial e mudanças estruturais na carreira há meses, sem avanço. A proposta do governo foi rejeitada pela terceira vez e optou-se pela ampliação da greve. Por isso, a partir desta semana, haverá paralisação em dois dias da semana, às terças e quintas-feiras.
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