Salvação à vista? Raízen (RAIZ4) avança em acordo para renegociar dívida bilionária
Publicado por: Broadcast Exclusivo
5 minutos

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Atualizado em
02/06/2026 às 15:12
Por Gustavo Boldrini, Cynthia Decloedt e Talita Nascimento, da Broadcast
A Raízen (RAIZ4) finalmente pode estar perto de uma solução, ao menos inicial, para o seu problema de endividamento, que transformou a ação da companhia sucroenergética em uma desde o ano passado - isto é, negociando na casa dos centavos.
Segundo apuração da Broadcast , a empresa controlada por Cosan (CSAN3) e Shell está acertando detalhes junto aos credores para entregar à Justiça um plano de .
Esse plano deverá ter a aprovação de 50% mais 1 dos credores da Raízen para ser levado a cabo, e, segundo fontes, deve contar com o apoio também de detentores de dívidas da companhia denominadas em dólar, os chamados bondholders .
O plano de recuperação extrajudicial é a forma que os controladores da Raízen encontraram para tentar salvar a operação da companhia, que convive com um alto endividamento. Ao todo, o processo deve levar a Raízen a renegociar cerca de R$ 65 bilhões em dívidas.
O prazo para entregar à Justiça um plano de recuperação extrajudicial termina dentro de uma semana, e a Broadcast apurou que a empresa deverá contar também com colaboração dos bondholders, que haviam desistido das negociações anteriormente em busca de melhores condições, mas voltaram a participar das conversas.
A Broadcast revelou que os credores estão praticamente alinhados em termos gerais, mas há detalhes importantes que estão ainda sendo discutidos, como a possível cisão das operações de usinas e de distribuição da companhia. A meta é que esse texto esteja pronto até esta quarta-feira, 3.
Em nota, a Shell afirmou apoiar a decisão da equipe de gestão da Raízen de entrar com um pedido de recuperação extrajudicial. Ela está propondo injetar R$ 3,5 bilhões como parte de uma solução estrutural para a empresa.
Os papéis preferenciais da Raízen seguem negociando na casa dos centavos, e recentemente atingiram a mínima histórica a R$ 0,34 no fechamento do último dia 28.
No dia seguinte, a companhia informou que a estendeu até 8 de julho o prazo para que apresentasse um plano de reenquadramento da cotação de suas ações, a fim de que voltem para o nível acima de R$ 1,00.
Até a nova data, a empresa deverá apresentar um cronograma detalhando as medidas e os procedimentos que serão adotados para adequar o preço dos seus papéis ao valor mínimo exigido pelas regras de listagem, como, por exemplo, um .
A ação da companhia negociava a R$ 0,39 perto das 14h30 (de Brasília) desta terça-feira, recuando 2,50% em relação ao fechamento de ontem. No ano, o papel acumula perda 51% e, em 12 meses, derretem quase 80%.
(Colaborou Amélia Alves)
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