Novos recordes e volta dos IPOs: as expectativas da Anbima para o mercado em 2026
Publicado por: Broadcast Exclusivo
6 minutos

Publicado por: Broadcast Exclusivo
6 minutos
Atualizado em
04/02/2026 às 16:05
Por Gustavo Boldrini, da Broadcast
A perspectiva de cortes da taxa Selic a partir de março tem animado o mercado de capitais e deve continuar impulsionando ativos de risco ao longo deste ano, com a possibilidade de uma retomada das ofertas públicas iniciais (IPOs, na sigla em inglês). É o que esperam diretores da , a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais.
Durante almoço com jornalistas realizado nesta quarta-feira, diretores da entidade citaram números positivos de captação em fundos de maior risco, como multimercados, ao longo de janeiro. E veem a tendência continuando ao longo deste ano.
"Janeiro já tem números fortes. Temos IPO à vista, teve a listagem externa [do PicPay], que pode animar outras companhias. Tendência é positiva, com outros instrumentos ganhando força, em especial renda variável. As expectativas são boas e foram corroboradas pelo mês passado", apontou Guilherme Maranhão, presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais da Anbima.
O fluxo do investidor estrangeiro tem sido apontado como fator importante para os recordes recentes atingidos pelo . O movimento está relacionado com a busca global por ativos alternativos aos Estados Unidos, em meio às incertezas geopolíticas deflagradas pelo governo de Donald Trump. Mas isso pode mudar neste ano eleitoral.
"Efeito Trump tem sido favorável para a alocação de capital para o Brasil. Mas, do ponto de vista do apreço do estrangeiro para entrar aqui, vai contar muito mais aspecto fiscal, disciplina e comportamento das eleições do que Trump", avaliou César Mindof, diretor da Anbima.
Fernando Honorato, coordenador do Grupo Consultivo Macroeconômico da Anbima, ressaltou que ativos em real são favorecidos pela busca de diversificação dos investidores globais para além do dólar. E as perspectivas para corte dos juros no Brasil devem impulsionar esse apetite.
"Tem espaço seguro para o BC cortar os juros até 200 pontos-base neste ano, o que ajuda a amparar agenda de IPOs e janela para renda variável. É importante lembrar também que nem sempre as eleições trazem volatilidade e, se trazem, geralmente é mais perto da votação", afirmou.
Em relação a IPOs, após a abertura de capital do PicPay em Nova York, há expectativa de uma oferta pública inicial na ainda no primeiro trimestre, o que daria fim a uma seca de quase cinco anos sem aberturas de capital na Bolsa brasileira, segundo o diretor César Mindof.
"Temos neste momento a perspectiva mais favorável para retomada de IPOs que nos últimos anos. Há sinalização clara de redução de juros e investidor estrangeiro olhando muito para oportunidade, como mostrou a precificação de PicPay, que foi um sucesso", afirmou Mindof.
Uma possível abertura de capital na B3 neste primeiro trimestre é da BRK Ambiental, empresa de saneamento básico, que anunciou em dezembro ter protocolado seu pedido de IPO junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Invista com o app Investimentos BB
Quer dar uma nota para este conteúdo?