50 ou 25? Ata confirma corte da Selic em março, mas deixa dúvida sobre magnitude
Publicado por: Broadcast Exclusivo
6 minutos

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Atualizado em
03/02/2026 às 11:10
Por Gustavo Boldrini, da Broadcast
A ata da última reunião do Comitê de () confirmou que a taxa básica de juros Selic deve começar a cair a partir de março, dando início a um ciclo de flexibilização monetária.
No entanto, a autoridade monetária não cravou qual será a magnitude do primeiro corte, que deve sair na reunião de 17 e 18 de março. Afinal, a Selic, que hoje está em 15% ao ano, vai cair 25 ou 50 pontos-base?
Analistas da Warren Investimentos seguem esperando que o primeiro corte na Selic seja mais intenso, de 50 pontos-base, ou 0,5 ponto porcentual, o que levaria a taxa para 14,50%.
Segundo os especialistas, o uso da palavra "serenidade" pelo Copom na ata indica uma tentativa de "conter o entusiasmo do mercado" com a redução da Selic e evitar choques na .
"Na ausência dessa sinalização, a precificação da curva de juros tenderia a apontar para um ritmo de cortes muito mais acelerado do que aquele que o Copom está disposto a entregar neste momento", afirmam em relatório.
Para o Santander Brasil, o corte de 50 pontos-base também é o cenário mais factível, já que essa magnitude indica historicamente um movimento de início de calibragem da política monetária do País, segundo avaliação do head de política monetária do banco, Marco Caruso.
"É uma ata que levou em consideração que o mercado está confortável com a precificação de um corte de 50 pontos-base. Está pendendo mais para um corte de 50 do que para um de 25 pontos", afirmou o especialista.
Já o economista Julio Barros, do Daycoval, ainda prevê um corte de 25 pontos-base, mas não descarta que a redução possa ser mais intensa. Tudo vai depender, de acordo com Barros, com os próximos indicadores macroeconômicos.
"O próprio comunicado deixa em aberto essa possibilidade, dizendo que o ritmo e o tamanho do ciclo vão depender dos dados que ainda vão ser incorporados daqui até a próxima reunião. Não está descartado um começo de ciclo mais intenso", diz.
Além da ata do , o BC é destaque no noticiário de hoje após a divulgação de nomes que podem ser indicados pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para compor a diretoria da autoridade monetária.
São eles os economistas Guilherme Mello, atual secretário de da Fazenda, e Tiago Cavalcanti, professor na Universidade de Cambridge, no Reino Unido.
Estão em aberto no BC as diretorias de Política Econômica e de Organização do Sistema Financeiro e Resolução, após as saídas de Diogo Guillen e Renato Gomes no fim do ano passado.
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