Metade do ano já foi: veja 6 dicas para quitar dívidas e fechar 2026 no azul
Publicado por: Broadcast Exclusivo
5 minutos

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Atualizado em
03/06/2026 às 11:35
Por Soraia Budaibes, especial para a Broadcast
Como amplamente noticiado, o endividamento tem pesado sobre a vida dos brasileiros. Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostram que 80,9% dos lares possuíam, em abril, algum tipo de dívida.
No mesmo sentido, de acordo com o Mapa da Inadimplência da Serasa, em março passado, quase 52% da população ou 81 milhões de pessoas, tinham os CPFs negativados - o maior número da série histórica.
Se você faz parte das estatísticas, passados seis meses do começo do ano, pode estar se perguntando se ainda dá tempo de se organizar e colocar as contas em dia - como "se prometeu" lá nas metas do comecinho de 2026.
Para a Paula Sauer, planejadora financeira e professora de Economia da ESPM, não há motivo para desanimar. "Existe uma luz no final do túnel e ela passa muito pela educação financeira", assegura.
A especialista defende que fazer um planejamento implica em colocar "em um papel, planilha ou mesmo folha de pão todo o dinheiro que sai e entra no seu bolso. Hoje muitas empresas, famílias, instituições financeiras pedem ajuda para educar as suas comunidades e isso é extremamente positivo".
Paula defende o uso da restituição do Imposto de Renda ou ainda no caso dos profissionais que trabalham sob o regime CLT, com direito ao adiantamento do 13º salário e à antecipação das férias, para essa organização. A ideia é usar qualquer dinheiro 'extra' de maneira diferente e focada.
"Muitas pessoas vão pegar esse valor extra, gastar e serem felizes. Mas, se usarem para quitar dívidas, dar entrada em um parcelamento, ou para começar uma reserva financeira, conseguem enxergar uma luz no fim do túnel", diz.
O educador financeiro Guilherme Casagrande, da Creditas, compartilha da mesma tese. Para ele, a verdadeira libertação do endividamento exige reorganização financeira estruturada, planejamento e reeducação sobre o uso do dinheiro.
"Trocar dívidas caras por alternativas com juros mais baixos e prazos mais longos é o primeiro, e essencial, passo para iniciar o caminho do desaperto, mas há outras medidas que precisam ser adotadas de forma consistente para que o consumidor não volte a se tornar devedor", afirma Casagrande.
Paula, da ESPM, explica que o endividamento ocorre quando, para fazer determinada compra, aquela pessoa usa, por exemplo, o cheque especial, o cartão de crédito, empréstimo e ou financiamento.
"Ao invés de juntar dinheiro para a aquisição de algum produto, ela compra com dinheiro de terceiros e paga parceladamente", explica, reforçando que, em um cenário com a taxa de juros alta "isso dá um gás imenso para a inadimplência".
Casagrande, da Creditas, lista abaixo seis dicas para que se você possa reorganizar as suas contas e chegar ao final do ano com as metas financeiras em dia. Veja a seguir:
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