Fechamento (31/08) | Nove sessões no azul: Ibovespa fecha em alta de 1%; no mês, tem queda de 0,33%
Publicado por: Broadcast Exclusivo
5 minutos
Atualizado em
31/08/2026 às 17:36
Por Patrícia Queiroz, da Broadcast
São Paulo, 31/08/2026 -
Como foi o dia:
O último pregão de agosto teve como pano de fundo - mais uma vez - as tensões geopolíticas no Oriente Médio, que ganharam um capítulo adicional neste final de semana com a retomada dos ataques entre americanos e iranianos, ampliando as preocupações quanto ao fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz.
Esse ambiente de cautela, já sensível após o tom do discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, no simpósio de Jackson Hole, na sexta-feira, que ampliou as apostas do mercado por uma elevação dos juros dos EUA, sustentou nova valorização do óleo.
Aqui, isso se traduziu em alta firme dos ativos ligados à commodity, como Petrobras, que subiu entre 3,38% (PETR4) e 4,23% (PETR3) e, como consequência, do Ibovespa, que encerrou os negócios aos 177.418 pontos e alta de 1% - a nona seguida -, contando ainda com o forte fluxo de entrada de capital externo.
No mês, entretanto, o índice de referência ficou no vermelho, com baixa leve de 0,33%, diante da também longa sequência de 11 pregões em que fechou em queda.
No exterior, o apetite reduzido a risco pressionou as bolsas de Nova York a devolverem ganhos recentes. O Nasdaq caiu 0,12%, o S&P 500 cedeu 0,33% e o Dow Jones recuou 0,70%.
No câmbio, o dólar desvalorizou 0,32% frente ao real em ajuste após as altas recentes, valendo R$ 5,1801 ao final da segunda-feira.
Altas e baixas
Destaque entre as altas, as ações da Tenda (TEND3) subiram 1,07%. Além de se beneficiar do bom humor da Bolsa, reagiram à confirmação, pela B3, de inclusão na terceira e última prévia da carteira teórica do Ibovespa para o período de setembro a dezembro de 2026.
Já as ações da Cemig (CMIG4) avançaram 1,81%. A empresa confirmou as indicações, pelo governo de Minas Gerais, de Márcio Augusto Vasconcelos Nunes para presidir a companhia e de Alexandre Ramos Peixoto para comandar o conselho, além de Sérgio Pessoa de Paula Castro como membro do colegiado.
Na outra ponta, os papéis da Vale (VALE3) caíram 0,93%, o que, para o analista da AGF, Pedro Galdi, se justifica por uma realização de lucros por parte de investidores estrangeiros, já que o preço do minério de ferro subiu nesta segunda-feira e o fluxo para ativos domésticos, em geral, foi bom.
Commodities
O petróleo voltou a subir hoje, com o Brent voltando aos US$ 90 por barril, impulsionado pela nova escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. Os dois países retomaram os ataques no Golfo Pérsico durante o final de semana, marcando os primeiros confrontos desde julho.
Para o analista da Tradu, Nikos Tzabouras, quanto mais a incerteza geopolítica no Oriente Médio e as interrupções no fornecimento de energia continuarem, mais apertado o mercado fica, mantendo a pressão ascendente sobre a commodity.
No fechamento, o barril do tipo WTI avançou 2,83%, a US$ 85,76, na Nymex, e, na ICE, o do Brent ganhou 2,71%, a US$ 90,49.
Criptomoedas
As principais criptomoedas seguiram sentido misto nesta sessão, repercutindo ainda a postura mais dura do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e a escaladas nas tensões entre EUA e Irã no final de semana.
Segundo a Binance, perto das 16h (em Brasília), o Bitcoin operava em alta de 0,25%, a US$ 79.212, enquanto, na outra ponta, o Ethereum caía 0,89%, a US$ 2.486.
(Colaboraram Darlan de Azevedo e Matheus Andrade)

