Mercado agora | Ibovespa opera em queda, pressionado por Petrobras e bancos; dólar sobe
Publicado por: Broadcast Exclusivo
5 minutos

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Atualizado em
16/06/2026 às 12:16
Por Patrícia Queiroz, da Broadcast
O Ibovespa abriu os negócios desta terça-feira perto da estabilidade, mas logo passou a recuar, pressionado, novamente, por ativos relacionados ao petróleo, que opera em baixa diante da possibilidade iminente de paz entre os Estados Unidos e o Irã.
Há pouco, perto das 12h, o índice de referência da B3 perdia 0,54%, aos 169.514 pontos, enquanto os papéis da Petrobras, por exemplo, cediam entre 0,92% (PETR4) e 0,50% (PETR3), seguindo a queda de quase 4% nos preços da commodity.
"O petróleo desaba desde ontem, após o anúncio do cessar-fogo. Partindo do princípio que o acordo vai vingar, pode continuar caindo e contaminado as ações do setor", avalia João Oliveira, head da mesa de operações do Banco Moneycorp.
Na mesma ponta, bancos recuam em bloco: Banco do Brasil (BBAS3) perdia 0,67%, Itaú Unibanco (ITUB4) recuava 0,15% e Bradesco (BBDC4) desvalorizava 0,78%. Já Vale (VALE3) subia 0,60%, mitigando um ímpeto de baixa maior para a Bolsa local.
Em Wall Street, a sessão é de correção para a maior parte dos principais índices acionários. No horário, o Nasdaq e o S&P 500 recuavam 0,34% e 0,16%, respectivamente, enquanto o Dow Jones tinha alta de 0,68%.
No mercado de câmbio, o dólar descolava do sentido da moeda no exterior e aqui subia 0,58% ante o real, valendo R$ 5,0965 no horário.
Além do arrefecimento de tensões geopolíticas no Oriente Médio - Estados Unidos e Irã devem assinar na sexta-feira o memorando de entendimentos -, investidores esperam as decisões de política monetária no Brasil e nos EUA, previstas para amanhã.
Espera-se que o Comitê de Política Monetária (Copom) corte a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, para 14,25% ao ano. Em relação do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), a expectativa é de manutenção das taxas entre 3,50% e 3,75% ao ano. Portanto, ficam as atenções quanto aos respectivos comunicados.
No radar ainda dados da economia brasileira divulgados mais cedo. Entre eles, o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), que caiu 0,30% em junho, após alta de 0,89% em maio, perto do piso das estimativas do Projeções Broadcast, de queda de 0,35%.
Já as vendas do comércio varejista cederam 1,5% em abril ante março. No varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção, de veículos e de atacado alimentício, as vendas cederam 0,7% no mesmo período.
(Colaborou Maria Regina Silva)
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