Fechamento (06/08) | Ibovespa fecha em forte alta de 1,04% e dólar vai a R$ 5,4632
Publicado por: Broadcast Exclusivo
7 minutos
Atualizado em
06/08/2025 às 19:36

Por Patrícia Queiroz, da Broadcast
Como foi o dia
- A quarta-feira foi de forte alta para o Índice Bovespa, que acompanhando o movimento positivo das bolsas de Nova York, além de repercutir balanços, encerrou o pregão com valorização de 1,04%, aos 134.537 pontos. No movimento oposto, o dólar no mercado à vista caiu para R$ 5,4632, em baixa de 0,78%.
- As tarifas comerciais de 50% dos Estados Unidos contra parte dos produtos brasileiros também seguiram no radar. Mais cedo, o governo acionou o país na Organização Mundial do Comércio (OMC), em reação às sobretaxas.
- Há pouco, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que "não tem por que" ligar para o presidente Donald Trump para tratar sobre o tarifaço. Nas cartas que ele mandou, não fala em negociação", disse Lula, segundo o qual "um presidente não pode ficar se humilhando para outro".
Wall Street sobe
Lá fora, entre os principais índices de Wall Street, a alta foi generalizada, com o Nasdaq avançando 1,21%, o S&P 500 subindo 0,73% e o Dow Jones com ganhos leves de 0,18%.
O movimento positivo teve suporte nas ações da Apple, que subiram acima dos 5% após o governo Trump anunciar que a empresa investirá mais US$ 100 bilhões para ampliar a produção doméstica, elevando para US$ 600 bilhões seus compromissos de aportes no país.
Superávit comercial
A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 7,075 bilhões em julho, após saldo positivo de US$ 5,889 bilhões em junho. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), o valor foi alcançado com exportações de US$ 32,310 bilhões e importações de US$ 25,235 bilhões.
Altas e baixas
As ações da RD Saúde (RADL3) saltaram 18,67%, após a empresa divulgar lucro líquido ajustado de R$ 402,7 milhões no segundo trimestre de 2025, com alta anual de 12,9%.
O diretor de Relações com Investidores da companhia, Flávio Correia, disse mais cedo enxergar nas mudanças esperadas para o mercado de medicamentos da classe GLP-1, voltados ao tratamento da obesidade e diabetes, uma oportunidade relevante para acelerar suas vendas a partir de 2026. "Sabemos que o ano que vem encerra patentes grandes e que isso pode mexer bastante a equação e gerar muito acesso", afirmou.
Já no sentido oposto, os papéis da GPA (PCAR3) recuaram 10,36%, depois de reportar um prejuízo líquido das operações continuadas de R$ 176 milhões no segundo trimestre deste ano, com melhora de 35,5% ante a perda de R$ 272 milhões registrada em igual período de 2024.
Para o Citi, o balanço não deu motivos para comemorar, por conta da elevada alavancagem e de despesas financeiras substanciais, que persistem. Já a Ativa considerou os números fracos, com a receita líquida abaixo do esperado, assim como a margem bruta.
Commodities
Em sessão marcada por constantes trocas de sinal, os contratos futuros de petróleo fecharam em queda. Investidores se mantiveram atentos a novos desdobramentos da guerra entre Rússia e Ucrânia, além das tarifas adicionais de 25% dos EUA sobre a Índia, motivadas pela compra de petróleo russo pelos indianos.
- Na Nymex, o petróleo WTI recuou 1,24%, a US$ 64,35 o barril. Já o Brent, negociado na ICE, teve baixa de 1,11%, a US$ 66,89 o barril. Por aqui, os papéis da Petrobras seguiram sinais distintos, com os PN(PETR4) em leve alta de 0,12% e os ON(PETR3) em baixa de 0,23%.
Para a Capital Economics, se a Índia reduzir as compras de petróleo russo em resposta à tarifa extra de 25% dos EUA, os preços globais da commodity podem subir, mas o efeito final dependerá da reação da China, da oferta de outros produtores e da permanência da medida, que, segundo a consultoria, muitos no mercado duvidam que vá adiante.
O minério de ferro também registrou desvalorização hoje tanto em Dalian, com perda marginal de 0,06%, quanto em Cingapura, onde caiu 0,51%. A queda repercutiu nas ações da Vale (VALE3), que recuaram 0,63%.
A commodity teve um rali recente com o mercado ainda observando a tentativa do governo da China de reduzir a capacidade instalada no país. Para o analista Igor Guedes, da Genial Investimentos, o cenário deve permanecer desafiador, uma vez que a produção das siderúrgicas chinesas caiu 9% em junho.
Além disso, há a iminente entrada de 120 milhões de toneladas ao mercado com o início da produção de Simandou, na Guiné. "Isso tende a intensificar a pressão deflacionária sobre os preços no médio prazo", disse Guedes.
Confira o video em: https://www.youtube.com/watch?v=q-aC1o3Ns_g
Criptomoedas
O pregão foi de alta para o Bitcoin, que perto das 16h (de Brasília) subia 1,59%, a US$ 115.424. O mesmo movimento foi registrado pelo Ethereum, que no horário avançava 2,54%, a US$ 3.677, segundo cotações da Binance.
As tendências atuais sugerem que a queda recente das criptomoedas é temporária e uma tentativa dos investidores de garantir lucros e obter liquidez, disse o analista da FxPro, Alex Kuptsikevich. "Ao mesmo tempo, porém, essa lentidão por valorizações mais robustas está afastando aqueles mais ativos e acostumados a ver múltiplas altas", avalia.
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