IRPF 2025: a uma semana do fim do prazo, mais de 37% dos contribuintes ainda não declararam
Publicado por: Broadcast Exclusivo
6 minutos

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Atualizado em
22/05/2025 às 16:00
Por Gustavo Boldrini, do Broadcast
São Paulo, 22/05/2025 - Faltando pouco mais de semana para o fim do prazo de declaração do Imposto de Renda (IR) deste ano, em 30 de maio, cerca de 37,5% dos contribuintes ainda não prestaram as contas com o Leão, segundo dados da Receita Federal atualizados nesta quinta-feira.
Os números mostram que 28,877 milhões de pessoas já haviam feito suas declarações, o equivalente a 62,5% do total de 46,2 milhões de declarações que a Receita Federal espera receber neste ano. Dentre esses contribuintes, uma fatia de 63,5% terá algum imposto a restituir, enquanto 19,8% terão de pagar imposto a mais e 16,7% ficaram sem imposto nem restituição.
Se você faz parte das mais de 17 milhões de pessoas que ainda não fizeram a declaração, o momento não é de desespero, mas sim de cautela. Afinal, a pressa pode levá-lo a cometer erros.
O ideal para quem está com pouco tempo é utilizar a declaração pré-preenchida, que a Receita Federal disponibiliza pela plataforma e-CAC, segundo especialistas. Quase metade (48,3%) das declarações feitas até a manhã de hoje foram por meio dessa funcionalidade.
"Na declaração pré-preenchida já estão boa parte das informações mais sensíveis e que costumam gerar erros, como valores de rendimentos, de retenções na fonte e de pagamentos", comenta o advogado tributarista Daniel Lannes, sócio do Maneira Advogados.
O primeiro passo é reservar um tempo para separar todas as documentações necessárias, como os informes de rendimentos, para facilitar na hora de preencher e diminuir os erros. No caso de quem fizer a pré-preenchida, esses documentos vão servir para fazer a conferência dos dados que estarão na tela.
"O fato de muita coisa já estar lançada na pré-preenchida não quer dizer que o contribuinte não precise fazer a conferência. Muitas vezes as informações estão incompletas e alguns valores vão precisar ser ajustados", alerta Elias Menegale, advogado especialista em Direito Tributário e sócio do Paschoini Advogados.
No caso dos investimentos no mercado financeiro, o cuidado precisa ser redobrado, uma vez que as informações referentes aos bens e direitos e dos ganhos e prejuízo com ativos como ações, títulos de renda fixa e fundos imobiliários precisam ser preenchidas manualmente.
"Em qualquer caso, a responsabilidade pela conferência das informações continua sendo do contribuinte", lembra o tributarista Daniel Lannes.
A questão dos gastos com saúde e educação, que podem gerar valores importantes de restituição, também precisa ser preenchida com atenção pelos contribuintes para evitar erros. Elias Menegale, do Paschoini Advogados, alerta para a questão do CNPJ do prestador de serviço. O mesmo vale para os dados referentes a dependentes.
"Essas informações são bem delicadas e merecem uma maior atenção. E, por fim, antes de enviar, é importante fazer uma nova análise, uma nova checagem para que não ocorra nenhum problema", acrescenta Menegale.
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