GPA (PCAR3) tem risco de recuperação judicial? Entenda momento vivido pela empresa
Publicado por: Broadcast Exclusivo

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Atualizado em
04/03/2026 às 15:31
Por Gustavo Boldrini, da Broadcast
A situação de endividamento do GPA (PCAR3) ganhou espaço no radar dos investidores na semana passada, após a rede reportar um aumento do endividamento e da no balanço do quarto trimestre do ano passado.
A da companhia praticamente dobrou entre 2024 e 2025, saltando de R$ 1,39 bilhão para R$ 2,08 bilhões. A alavancagem, medida pela relação dívida líquida/, passou de 1,6 vez para 2,4 vezes em um ano.
As ações do GPA derreteram após a divulgação do balanço, e só voltaram a subir hoje, após a notícia de que a companhia pode estar buscando acordos com credores para repactuar parte das dívidas.
Nesta quinta-feira, perto das 15h20, o papel PCAR3 disparava 11,97%, registrando a maior alta do dia no , a R$ 2,90. Ontem, o ativo derreteu 17,78% e, no ano, a baixa acumulada está perto dos 24%.
A seguir, entenda o que está acontecendo com o GPA e quais as possíveis saídas para a situação de endividamento da varejista:
O aumento do endividamento do GPA levantou preocupações ao mercado, e o balanço de 2025 da empresa, que saiu na terça-feira passada (24/2), trouxe um alerta da Deloitte sobre uma "incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa sobre a continuidade operacional da companhia".
A auditoria apontou que, no fim de 2025, o GPA apresentava déficit de capital circulante líquido de aproximadamente R$ 1,224 bilhão, decorrente, principalmente, de empréstimos e debêntures com vencimento em 2026 no montante de R$ 1,7 bilhão.
Em teleconferência de resultados com analistas, o CEO Alexandre Santoro reconheceu a existência de despesas elevadas e de passivos estruturais no GPA, incluindo fiscais e trabalhistas, e destacou que a companhia tem seguido um plano de eficiência com o objetivo de reduzir custos operacionais.
Segundo apuração da Bloomberg , o GPA contratou o Munhoz Advogados, escritório especializado em reestruturação de dívidas, para negociar com credores e, eventualmente, conduzir uma - sem participação da Justiça. Ainda de acordo com a reportagem, a empresa negou qualquer discussão sobre uma recuperação judicial.
Em fato relevante divulgado após a notícia na manhã desta quarta-feira, o GPA afirmou que está em "negociações construtivas" com alguns credores para a repactuação de dívidas e outras obrigações de curto prazo não relacionadas à operação, e segue analisando diferentes alternativas para melhorar o perfil de seu endividamento.
"A companhia reforça que sua operação é saudável e que as negociações acima mencionadas tem por seu único objetivo reforçar a da companhia e, portanto, não envolvem suas operações do dia a dia, inclusive com relação ao relacionamento com fornecedores, clientes e parceiros", destacou o documento.
(Colaboraram Júlia Pestana e Beth Moreira)
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