Finfluencers aumentam postagens sobre bets com foco em prevenção de riscos, mostra pesquisa
O volume de postagens sobre bets entre influenciadores de finanças aumentou 28% no primeiro semestre, segundo a Anbima
Publicado por: Broadcast Exclusivo

O volume de postagens sobre bets entre influenciadores de finanças aumentou 28% no primeiro semestre, segundo a Anbima
Publicado por: Broadcast Exclusivo
Atualizado em
13/11/2024 às 19:13
Por Gustavo Boldrini, do Broadcast
São Paulo, 13/11/2024 - A questão das apostas online, popularmente conhecidas como bets, tem tomado cada vez mais a pauta dos influenciadores de finanças e investimentos. É o que mostra levantamento da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) em parceria com o Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados (Ibpad) divulgado nesta quarta-feira.
Segundo o levantamento, as postagens nas redes sociais sobre as bets aumentaram 28% entre os chamados finfluencers entre o segundo semestre de 2023 e o primeiro semestre de 2024. Quase a totalidade das postagens (95%) trouxe um tom responsável, de educação e alerta sobre os perigos financeiros e emocionais das bets, enquanto houve apenas 5% de menções positivas, que foram categorizadas como publicidade.
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Nesta quarta-feira, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o governo crie medidas para proibir que os valores de benefícios sociais como Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC) sejam aplicados em bets. A medida ocorre após uma pesquisa de setembro do Banco Central mostrar que beneficiários do Bolsa Família gastaram R$ 3 bilhões com bets, somente via Pix, em agosto deste ano.
Segundo Fux, o atual cenário de "evidente proteção insuficiente" no âmbito das bets traz efeitos prejudiciais em crianças, adolescentes e nos orçamentos familiares de beneficiários de programas assistenciais.
Uma pesquisa realizada pelo instituto MDA em parceria com a Confederação Nacional dos Transportes (CNT), divulgada nesta terça-feira aponta que 90,1% dos entrevistados são contra que pessoas possam usar dinheiro recebido do Bolsa Família para apostas em bets.
Na decisão, o ministro do STF fala sobre "medidas imediatas de proteção especial que impeçam a participação nas apostas de quota fixa (termo técnico para caracterizar as apostas em bets) com recursos provenientes de programas sociais e assistenciais" até que o Supremo termine de julgar o mérito de ações movidas pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), do partido Solidariedade e da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a Lei das Bets, que regulamenta a atividade no País.
A decisão de Fux também determina implementação imediata da regulamentação que proíbe a publicidade de bets que tenha crianças e adolescentes como público-alvo. Embora tenha entrado em vigor em julho, a norma define que as regras de fiscalização, de monitoramento e de sanção pelo descumprimento seriam implementados somente a partir de 1º de janeiro de 2025.
A posição do STF é "positiva e saudável" na avaliação de Gustavo Biglia, sócio do Ambiel Advogados e especialista em Regulamentação de Jogos e Apostas. Ele pondera, no entanto, que pode ser uma medida difícil de ser aplicada.
"Vai ser muito difícil de fiscalizar, porque o cidadão pode pegar o dinheiro do Bolsa Família, repassar para uma pessoa que não está recebendo o benefício e pedir para apostar. Como é que será possível coibir? Como é que possível restringir esse tipo de aposta? Fica muito difícil o controle", complementa Biglia.
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