Isa Energia: Atualização de análise de crédito - Setembro 2025
Análise de emissores: atualização sob a ótica de crédito privado

Análise de emissores: atualização sob a ótica de crédito privado
Publicado por: Análise BB
4 minutos
Atualizado em
22/09/2025 às 11:49
Confira o relatório completo:
Os resultados da ISA Energia referentes aos últimos trimestres apresentaram a dinâmica da expansão em andamento, com crescimento de receita dos novos projetos que entraram em operação no período, mas com impacto negativo da revisão tarifária periódica do contrato antigo (059/2001) a partir de julho de 2024 e da decisão do órgão regulador agora no 2T25 que reduziu os valores a receber da RBSE (Rede Básica Sistema Existente) entre julho de 2025 e junho de 2028, com ajuste contábil no último resultado trimestral reportado.
Ainda assim, a receita ex-RBSE e a dinâmica de custos e despesas operacionais gerenciáveis continuam favorecendo a companhia e reafirmando sua tese de investimento. Além disso, a decisão final sobre o componente financeiro da RBSE também reduziu a incerteza sobre a geração de caixa futura da companhia. Investimentos mais fortes para o desenvolvimento dos 5 ativos ainda em construção, por outro lado, trouxeram a alavancagem medida pela relação entre dívida financeira líquida e EBITDA¹ dos últimos 12 meses de 2,7 vezes ao final de 2024 para 3,5 vezes ao final do 2T25.
A receita líquida regulatória consolidada somou R$ 2,1 bilhões no 6M25 (-2,7% a/a), sofrendo impacto negativo, já verificado nos últimos trimestres, da Revisão Tarifária Periódica do contrato 059/2001 com efeitos a partir de julho de 2024 e principalmente pela parcela de ajuste de R$ 275 milhões, sem impacto caixa, referente à revisão do componente financeiro da RBSE após decisão da ANEEL de 10 de junho, que anularam os efeitos positivos do reajuste anual da RAP pelo IPCA acumulado em 12 meses e do crescimento decorrente da energização de novos projetos (Minuano e Água Vermelha) e de melhorias e reforços. A receita bruta regulatória do contrato 059/2001 ex-RBSE e das novas concessões licitadas somaram R$ 1,38 bilhão no 6M25 (+10,7% a/a), demostrando melhor os benefícios recorrentes da expansão em andamento.

Outras análises
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