Hidrovias: Atualização de crédito - Março/2026
Análise de emissores de crédito privado
Publicado por: Análise BB

Análise de emissores de crédito privado
Publicado por: Análise BB
6 minutos
Atualizado em
10/03/2026 às 11:29
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Momento operacional: em 2025, a companhia apresentou dados operacionais mais fortes, com 17,9 milhões toneladas movimentadas (+22% a/a), impulsionadas pela normalização da navegabilidade nos Corredores Norte e Sul e por melhorias operacionais. Como consequência, o EBITDA ajustado recorrente¹ totalizou R$ 1,1 bilhão (+95% a/a). No consolidado, a receita líquida foi de R$ 2,4 bilhões (+47% a/a) e o resultado foi prejuízo líquido de R$ 141 milhões (ante prejuízo de R$ 569 milhões em 2024).
e dívida: ao final de 2025, a companhia apresentava dívida bruta de R$ 3,7 bilhões (–27% a/a), caixa de R$ 1,5 bilhão e de R$ 2,2 bilhões; o que levou a uma alavancagem medida por dívida líquida / EBITDA ajustado¹ de 2,3x (–4,7x a/a). Além disso, concluiu a reestruturação de parte da dívida por meio da recompra do bond 2031 via 4ª emissão de debêntures com aval da Ultrapar. Ao final do ano, pela primeira vez em sua história, a Hidrovias ficou abaixo do das dívidas, com alavancagem de 2,3x (versus limite de 3,5x) e dívida protegida por instrumentos de , mitigando a exposição a oscilações cambiais e de taxas de juros. Por fim, apesar do caixa robusto no curto prazo, a Hidrovias enfrenta um vencimento relevante após 2028, com concentração superior a R$ 2,1 bilhões no bloco de longo prazo.
Nossa visão: a Hidrovias do Brasil possui um modelo contratual de longo prazo, com participação relevante de contratos take‑or‑pay, e uma estrutura operacional importante no transporte hidroviário de commodities. Entretanto, mesmo com a melhora recente, a companhia segue exposta a eventos climáticos adversos, que podem restringir volumes transportados e pressionar a geração de receita e caixa. A redução da alavancagem decorreu da injeção de capital, da entrada de caixa com a venda do negócio de cabotagem e da melhora operacional, mas o exercício ainda apresentou prejuízo decorrente do reconhecimento da baixa dos ativos da Navegação Costeira. Apesar dos avanços, sob a ótica de crédito, consideramos que a companhia ainda apresenta elevado risco, em razão da sensibilidade climática e do histórico recente de volatilidade operacional.

Este é um relatório público e foi produzido pelo BB-Banco de Investimento S.A. (“BB-BI”). As informações e opiniões aqui contidas foram consolidadas ou elaboradas com base em informações obtidas de fontes fidedignas e de boa-fé, tendo sido tomadas medidas razoáveis para assegurar sua exatidão no momento de publicação. Contudo, o BB-BI não garante que tais dados sejam totalmente isentos de distorções e não se compromete com a veracidade dessas informações. Todas as opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e derivam do julgamento de nossos analistas de valores mobiliários (“analistas’), podendo ser alteradas a qualquer momento sem aviso prévio. O BB-BI não garante o lucro e não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas nesse material, que tem por finalidade apenas informar e servir como instrumento que auxilie a tomada de decisão de investimento, não devendo ser interpretado como material promocional, recomendação, oferta ou solicitação de oferta para comprar ou vender quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Investimentos nos mercados financeiros e de capitais estão sujeitos a riscos de perda superior ao capital investido. A rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Nos termos do art. 22 da Resolução CVM 20/2021, o BB-BI, em conjunto com o Conglomerado Banco do Brasil S.A. (“Grupo”), declaram que (i) podem ser remunerados por serviços prestados ou possuir relações comerciais com a(s) empresa(s) analisada(s) neste relatório ou com pessoa natural ou jurídica, fundo ou universalidade de direitos, que atue representando o mesmo interesse dessa(s) empresa(s); (ii) podem possuir participação acionária direta ou indireta, igual ou superior a 1% do capital social da(s) empresa(s) analisada(s), e poderão adquirir, alienar ou intermediar valores mobiliários da(s) empresa(s) no mercado.
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