Cogna: Atualização de crédito - Março/2026
Análise de emissores de crédito privado
Publicado por: Análise BB

Análise de emissores de crédito privado
Publicado por: Análise BB
6 minutos
Atualizado em
19/03/2026 às 16:26
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Momento operacional: em 2025, a companhia reportou lucro de R$ 625,5 milhões (–28,9% a/a), refletindo principalmente a comparação com uma base de 2024 elevada por R$ 806,8 milhões em itens não recorrentes. Ajustado pela exclusão desses efeitos — principalmente pelas reversões de contingências e impactos fiscais —, o lucro de 2024 seria de R$ 73,1 milhões, evidenciando melhora no resultado em 2025 (+R$ 552 milhões a/a). No acumulado de 2025, o recorrente totalizou R$ 2.299,5 milhões (+5,7% a/a).
e dívida: ao final de 2025, a companhia apresentou de R$ 2,8 bilhões (–1,6% a/a), mesmo após eventos relevantes de saída de caixa, incluindo dividendos, recompra de ações e a operação de fechamento de capital da Vasta. A alavancagem (dívida líquida / EBITDA ajustado¹) encerrou o período em 1,21x (–0,14x a/a), permanecendo abaixo do de 3,5x. No período, a companhia realizou a 15ª emissão de debêntures (R$ 1,0 bilhão) a CDI +0,64%, direcionada ao pré-pagamento de passivos mais caros, contribuindo para a redução do custo médio da dívida para CDI +1,32% (–0,33 p.p. a/a) e para o alongamento da para 33 meses (+5 meses a/a), refletindo o pré-pagamento de passivos mais caros e a nova emissão a custo inferior.
Nossa visão: os números de 2025 confirmam a evolução operacional e financeira da companhia, com crescimento de receita sustentado pela expansão da base de alunos, o que contribuiu para o avanço do EBITDA no acumulado do ano e redução da alavancagem. No trimestre, as margens foram pressionadas pelo adiamento do PNLD (Programa Nacional do Livro e do Material Didático), que impactou a receita de Saber e reduziu a diluição de custos, além de maiores despesas associadas à maturação das operações de medicina, aumento de custos com preceptoria e docentes horistas, e mudanças no perfil do aluno captado, com maior crescimento em cursos presenciais. Do lado da estrutura de capital, a companhia avançou na redução do custo da dívida e no alongamento de prazos, mantendo alavancagem confortável frente aos covenants. Ainda assim, a concentração de vencimentos no médio prazo, especialmente em 2028 (~48%), reforça a dependência de refinanciamento em condições favoráveis. Nesse contexto, em um cenário de juros elevados e/ou crédito mais restrito, o refinanciamento pode pressionar o resultado financeiro e a geração de caixa futura. Assim, a continuidade da desalavancagem e da expansão de margens permanece condicionada à execução operacional e às condições do ambiente de crédito.

Outras análises
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