Araguaia: Atualização de crédito - Março/2026
Análise de emissores de crédito privado
Publicado por: Análise BB

Análise de emissores de crédito privado
Publicado por: Análise BB
6 minutos
Atualizado em
09/03/2026 às 16:54
Confira o relatório completo:
Momento operacional: em 2025, a receita líquida da companhia somou R$ 4,2 bilhões, alta de 12% a/a, amparada pelo crescimento no volume vendido de defensivos (+27% a/a), foliares (+30% a/a) e sementes de milho (+50% a/a). O , por sua vez, veio em R$ 398,5 milhões (+147% a/a), com a margem EBITDA em 9,4%, elevação de 5,0 p.p. devido à melhoria da margem bruta (+3,5 p.p. a/a) e redução das despesas operacionais (-8% a/a). Do lado do fluxo de caixa, observamos um maior consumo de caixa em atividades operacionais, principalmente em função do aumento do capital de giro em uma estratégia de expansão de crédito aos clientes.
Alavancagem e dívida: ao final de 2025, o endividamento bruto da Araguaia era de R$ 1,5 bilhão (+24% a/a), dos quais 42% eram devidos no curto prazo. A , por sua vez, somou R$ 1,2 bilhão (-123% a/a), o que a levou sua alavancagem financeira (medida pela relação Dívida Líquida/EBITDA) a atingir de 3,0x, queda de 0,4x ante 2024 e abaixo do limite de 3,5x estabelecido em covenants financeiras.
Nossa visão: apesar do setor de atuação da Araguaia seguir desafiador, os resultados obtidos pela companhia em 2025 foram superiores ao do ano anterior, com retomada da rentabilidade operacional (margem EBITDA) para patamares mais equilibrados. Em 2025, a companhia ainda contou com uma decisão judicial que assegurou a recuperação de mais de R$ 347 milhões, a serem compensados com tributos federais ao longo de 40 meses a partir de 2026, o que impactará positivamente o fluxo de caixa operacional nos próximos anos.
A respeito do endividamento devido no curto prazo, a companhia realizou em janeiro captações com prazo mais longo visando à liquidação de obrigações com vencimento no curto prazo no montante de R$ 200 milhões². Apesar dessa iniciativa, é importante destacar que a concentração de dívidas com vencimento próximo representa um risco adicional à da empresa, exigindo atenção especial à gestão financeira. Para fazer frente aos pagamentos devidos no curto prazo, e considerando a tomada de recursos acima mencionada e o caixa disponível ao final de 2025, a companhia precisaria gerar um fluxo de caixa livre de R$ 300 milhões para manter a relação Dívida Líquida/EBITDA em 3,0x ao final de 2026.

Outras análises
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