BRB (BSLI4) e Banco Master: entenda imbróglio envolvendo o Banco de Brasília
Publicado por: Broadcast Exclusivo
6 minutos

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Atualizado em
22/04/2026 às 17:04
Por Gustavo Boldrini, da Broadcast
O Banco de Brasília (BRB) anunciou na noite da última segunda-feira (20) que assinou um memorando de entendimentos com a gestora Quadra Capital para estruturar a venda de cerca de R$ 15 bilhões em ativos que adquiriu junto ao Banco Master, liquidado em novembro do ano passado após a descoberta de fraudes e irregularidades.
Segundo fato relevante divulgado pelo banco brasiliense, que tem vivido uma crise financeira e até risco de intervenção do Banco Central, a operação visa "fortalecer sua estrutura de capital e sua liquidez, bem como aprimorar a gestão do seu portfólio".
Entenda, a seguir, mais detalhes sobre o imbróglio envolvendo o BRB e o Banco Master, e se o estatal pode ser liquidado assim como a instituição de Daniel Vorcaro:
O BRB tem passado por sucessivas crises de liquidez desde o início das revelações referentes ao caso Master, e a última delas ocorreu no começo deste ano. Segundo apuração do jornal O Globo , no início de abril, o banco do Distrito Federal chegou a beirar liquidez zero - isto é, falta de recursos para honrar seus compromissos de curto prazo.
O banco tem uma carteira de R$ 21,9 bilhões em ativos que eram do Banco Master. Deste valor, segundo o Estadão , o BRB já estava negociando a venda de R$ 1,9 bilhão e ainda tinha R$ 20 bilhões disponíveis. É sobre essa carteira de ativos restantes que a Quadra Capital fez a proposta de R$ 15 bilhões, aprovada pelo conselho do banco estatal.
Com a venda dos ativos por meio de um fundo de investimento, o BRB busca conter o risco de uma eventual insolvência, que poderia levar à liquidação extrajudicial semelhante à vivida pelo Master no ano passado.
Ainda assim, espera-se que o banco ainda precise de um aporte do Distrito Federal, seu controlador. Para isso, de acordo com apuração do Estadão , o governo distrital quer buscar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e de outros bancos.
O BRB tem ações ordinárias (BSLI3) e preferenciais (BSLI4) listadas na B3. No entanto, elas possuem liquidez baixíssima, o que dificulta a negociação por parte dos investidores pessoas físicas.
Dentre as duas opções, a ação mais líquida é a preferencial, que acumula queda de 44% neste ano e de 58% no acumulado dos últimos 12 meses.
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