Batendo recordes: BTG Pactual (BPAC11) tem maior alta diária desde 2020 após balanço
Publicado por: Broadcast Exclusivo
7 minutos
Atualizado em
12/08/2025 às 15:46
Por Gustavo Boldrini, Mateus Fagundes e Cynthia Decloedt, da Broadcast
São Paulo, 12/08/2025 - As units do BTG Pactual (BPAC11) disparam nesta terça-feira e lideram os ganhos do Ibovespa, após o banco registrar resultados recordes no seu balanço de segundo trimestre. Perto das 14h35, os ativos saltavam 12,57%, a R$ 45,04, registrando a maior alta intradiária desde o pregão de 27 de março de 2020 (+24,91%).
O otimismo tem justificativa, segundo analistas. Entre abril e junho deste ano, o banco atingiu o maior lucro líquido ajustado da sua história, de R$ 4,182 bilhões, alta de 42% sobre igual intervalo de 2024.
"O BTG não dá sinais de arrefecimento do bom momento que já surfa há anos, com forte execução de suas principais franquias. Elas crescem tanto orgânica quanto inorganicamente, permitindo não a manutenção, mas a expansão de rentabilidade", destaca Rafael Reis, analista do BB Investimentos (BB-BI), em relatório.
Para os analistas Gustavo Schroden, Brian Flores e Arnon Shirazi, do Citi, "os resultados destacam não apenas a capacidade do BTG de ler as condições de mercado e navegar por elas, mas também a abordagem oportunista do banco para consolidar participação, favorecendo a lucratividade".
A seguir, entenda o que levou o BTG Pactual ao resultado recorde e o que esperar das units do banco:
Fusões e aquisições turbinam resultado
A área de banco de investimentos do BTG Pactual foi o grande destaque do resultado, com receita recorde de R$ 782 milhões no segundo trimestre, alta de 40,2% em relação ao mesmo período do ano passado e o dobro do primeiro trimestre.
Os ganhos foram impulsionados por atividades relacionadas à fusões e aquisições. No período, o BTG assessorou 15 transações entre empresas, que envolveram US$ 7,695 bilhões, quase o triplo dos US$ 2,745 bilhões do segundo trimestre de 2024 e o quádruplo do total de US$ 1,856 bilhões em operações do primeiro trimestre.
Para o futuro, o CEO do BTG, Roberto Sallouti, disse em teleconferência de resultados que o banco pode não repetir nos próximos trimestres o mesmo desempenho na área, mas que as operações de emissão de dívida e no mercado de ações "devem ficar nos mesmos patamares ou eventualmente acima do desempenho visto durante o segundo trimestre".
O que esperar das units do BTG Pactual?
O BB-BI reiterou recomendação de compra para a Unit do BTG Pactual, com novo preço-alvo de R$ 48,00 para o fim de 2026, o que representa potencial de alta em torno de 20% em relação ao fechamento do pregão de ontem (R$ 40,02).
O Citi também mantém recomendação de compra para o ativo. O preço-alvo é de R$ 47, o que indica potencial de valorização de 17,4%.
Confira a análise do BB-BI
Invista com app Investimentos BB

