BB-BI analisa o setor industrial em junho
BB-BI analisa o panorama setorial das indústrias no Brasil.
Publicado por: Análise BB
3 minutos

BB-BI analisa o panorama setorial das indústrias no Brasil.
Publicado por: Análise BB
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Atualizado em
26/06/2025 às 15:20
Nesta edição de junho do nosso Relatório Setorial Indústria, incorporamos o acompanhamento de dados da indústria automobilística, incluindo produção industrial veicular, emplacamentos – nacionais e importados – e exportações. A indústria automobilística responde por cerca de 2% do PIB brasileiro diretamente, podendo chegar a 4,5% quando considerada toda a cadeia (autopeças, borracha, plástico, logística, etc), e por aproximadamente 1,2 milhão de empregos diretos e indiretos. De acordo com Anfavea e Fenabrave, em 2024 o setor foi responsável pela produção de 2,5 milhões de autoveículos, pela venda de 2,2 milhões de veículos no mercado interno e por 0,4 milhões de veículos exportados. Portanto, consideramos valiosa a adição dessa atividade em nosso periódico.
Com relação ao desempenho da indústria em geral, os últimos dados divulgados pelo IBGE, CNI, IPEA, dentre outros, reforçam uma interpretação majoritariamente negativa para o setor, com um cenário de manutenção da atividade industrial mas com expectativa de desaceleração à frente, dados os níveis de estoque acima do planejado (embora dentro de um desvio considerado aceitável) e aumento da falta de confiança do empresário, intensificados ainda pela retração nos dados de emprego e pela redução na utilização da capacidade instalada. Adicionalmente, como um dos principais sintomas da perspectiva negativa, destacamos a queda do faturamento real, o que sugere um desempenho mais fraco da indústria nacional, e a queda do consumo aparente, que, conjugado com o terceiro mês consecutivo de aumento das importações, sugere um aumento de participação de empresas estrangeiras no mercado brasileiro (e eventual perda de competitividade da nossa indústria).
Como ponto positivo, destacamos que a produção industrial, apesar da estabilidade na leitura mensal, segue em campo positivo no acumulado do ano e em patamar acima do período pré-pandemia. Além disso, a maioria das atividades também segue no campo positivo, tanto no comparativo mensal quanto no anual, com destaque para as atividades têxteis, eletrônicos e ópticos e máquinas e equipamentos, contrabalanceadas principalmente por farmacêuticos. Além disso, o desempenho dos emplacamentos na indústria automobilística também demonstrou avanço, embora a produção tenha recuado marginalmente, sugerindo uma demanda interna aquecida, a despeito dos desafios trazidos pelo ambiente macroeconômico principalmente sob a ótica do crédito.
O setor opera em ambiente de juros elevados, reforçado pelo último aumento da taxa Selic para 15% em 18-jun, e enfrenta desafios relacionados à competitividade externa e custos de produção. Apesar disso, a formação bruta de capital fixo demonstrou sinais de recuperação após forte queda observada na leitura anterior, explicada principalmente por mudanças abruptas nas políticas tarifárias internacionais. Ainda, operações de crédito à indústria voltaram a crescer e, aliadas à reação positiva das intenções de investimento declaradas por empresários do setor no último mês, sugerem ainda alguma expectativa de investimento produtivo à frente.
Por fim, compartilhamos com o leitor que em 24-jun foi concedida a primeira licença prévia para projeto eólico offshore no Brasil, que deve ser implantado no RN. O empreendimento é de pequeno porte mas pode servir de modelo para futuros projetos e destravar investimentos na cadeia produtiva do setor.









Este é um relatório público e foi produzido pelo BB-Banco de Investimento S.A. (“BB-BI”). As informações e opiniões aqui contidas foram consolidadas ou elaboradas com base em informações obtidas de fontes fidedignas e de boa-fé, tendo sido tomadas medidas razoáveis para assegurar sua exatidão no momento de publicação. Contudo, o BB-BI não garante que tais dados sejam totalmente isentos de distorções e não se compromete com a veracidade dessas informações. Todas as opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e derivam do julgamento de nossos analistas de valores mobiliários (“analistas’), podendo ser alteradas a qualquer momento sem aviso prévio. O BB-BI não garante o lucro e não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas nesse material, que tem por finalidade apenas informar e servir como instrumento que auxilie a tomada de decisão de investimento, não devendo ser interpretado como material promocional, recomendação, oferta ou solicitação de oferta para comprar ou vender quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Investimentos nos mercados financeiros e de capitais estão sujeitos a riscos de perda superior ao capital investido. A rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Nos termos do art. 22 da Resolução CVM 20/2021, o BB-BI, em conjunto com o Conglomerado Banco do Brasil S.A. (“Grupo”), declaram que (i) podem ser remunerados por serviços prestados ou possuir relações comerciais com a(s) empresa(s) analisada(s) neste relatório ou com pessoa natural ou jurídica, fundo ou universalidade de direitos, que atue representando o mesmo interesse dessa(s) empresa(s); (ii) podem possuir participação acionária direta ou indireta, igual ou superior a 1% do capital social da(s) empresa(s) analisada(s), e poderão adquirir, alienar ou intermediar valores mobiliários da(s) empresa(s) no mercado.
A demanda por insumos importados caiu simultaneamente à desaceleração do crédito e ao aumento das exportações, fechando parte do gap da balança comercial observado no mês anterior.

Os últimos dados de FBCF e consumo aparente, ambos com crescimento, demonstram alinhamento entre investimento e consumo interno, indicando aumento real da demanda mesmo com expectativa negativa à frente.

O índice de intenção de investimento reforçou o movimento de queda iniciado em dez-24. Observado à luz do nível estável de utilização da capacidade instalada e da falta de confiança do empresário, acreditamos que essa dinâmica deve permanecer à frente.

Das principais companhias acompanhadas pelo BB-BI, o destaque do mês tem sido a Embraer, com alta de 3,6% contra 2,1% do Ibovespa. Pelo lado negativo, destacamos a Weg, que teve recomendação rebaixada para neutra após resultado do 1T25. Confira o último relatório de ambas aqui: EMBR3; WEGE3.

Este é um relatório público e foi produzido pelo BB-Banco de Investimento S.A. (“BB-BI”). As informações e opiniões aqui contidas foram consolidadas ou elaboradas com base em informações obtidas de fontes fidedignas e de boa-fé, tendo sido tomadas medidas razoáveis para assegurar sua exatidão no momento de publicação. Contudo, o BB-BI não garante que tais dados sejam totalmente isentos de distorções e não se compromete com a veracidade dessas informações. Todas as opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e derivam do julgamento de nossos analistas de valores mobiliários (“analistas’), podendo ser alteradas a qualquer momento sem aviso prévio. O BB-BI não garante o lucro e não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas nesse material, que tem por finalidade apenas informar e servir como instrumento que auxilie a tomada de decisão de investimento, não devendo ser interpretado como material promocional, recomendação, oferta ou solicitação de oferta para comprar ou vender quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Investimentos nos mercados financeiros e de capitais estão sujeitos a riscos de perda superior ao capital investido. A rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Nos termos do art. 22 da Resolução CVM 20/2021, o BB-BI, em conjunto com o Conglomerado Banco do Brasil S.A. (“Grupo”), declaram que (i) podem ser remunerados por serviços prestados ou possuir relações comerciais com a(s) empresa(s) analisada(s) neste relatório ou com pessoa natural ou jurídica, fundo ou universalidade de direitos, que atue representando o mesmo interesse dessa(s) empresa(s); (ii) podem possuir participação acionária direta ou indireta, igual ou superior a 1% do capital social da(s) empresa(s) analisada(s), e poderão adquirir, alienar ou intermediar valores mobiliários da(s) empresa(s) no mercado.
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