Klabin (KLBN11) 3T25: BB-BI analisa resultado e divulga novo preço-alvo e recomendação
A Klabin reportou um resultado positivo e acima de nossas estimativas no 3T25, com avanço em quase todas as linhas
Publicado por: Análise BB

A Klabin reportou um resultado positivo e acima de nossas estimativas no 3T25, com avanço em quase todas as linhas
Publicado por: Análise BB
Atualizado em
04/11/2025 às 16:00
A Klabin reportou um resultado positivo e acima de nossas estimativas no 3T25, com avanço em quase todas as linhas.
No consolidado, o EBITDA ajustado avançou 17,3% a/a para R$ 2,1 bilhões, e a margem ficou em 39% (+2,9 p.p. a/a). O resultado financeiro foi negativo em R$ 670 milhões (ante R$ 403 milhões negativos no 3T24), refletindo a elevação nas despesas financeiras o efeito negativo da valorização cambial. Assim, o lucro líquido ficou em R$ 478 milhões (-34,4% a/a).

A dívida bruta manteve-se praticamente estável em relação ao 2T25, em ~R$ 36 bilhões, enquanto a posição de caixa teve incremento de R$ 1,6 bilhão e ficou em R$ 9,6 bilhões, refletindo a geração de caixa livre no período (R$ 700 milhões) e o recebimento do aporte de R$ 600 milhões advindos da operação para exploração imobiliária e arrendamento de terras (Klabin aportou 30 mil hectares de terras em operação de _sale-leasebac_k com investidor em SPEs). Assim, a dívida líquida retraiu para R$ 26,1 bilhões (ante R$ 28 bilhões no 2T25), que representa uma redução acumulada de expressivos R$ 7,2 bilhões desde o pico no 4T24, e a alavancagem financeira medida em US$ recuou para 3,6x dívida líquida/EBITDA ajustado, marcando a primeira redução após ter se mantido no limite estabelecido pela política de endividamento da empresa, de 3,9x, desde o 3T24, conforme sinalizado pela companhia naquele momento.
Junto com a divulgação do resultado, a Klabin anunciou a aprovação da distribuição de R$ 318 milhões em dividendos (equivalentes a ~R$ 0,26/unit) a serem pagos em 19/11 (data ex-dividendos em 10/11), que representam um yield de 1,3% sobre a cotação média de KLBN11 nos últimos 12 meses. Vale pontuar que, no acumulado dos últimos 12 meses, foram distribuídos R$ 1,3 bilhão em proventos (yield de 5,5%), mesmo considerando a adequação da política de dividendos aprovada em 2024, quando houve redução no payout, em linha com o compromisso da empresa com a disciplina financeira e de alocação de capital.
As units da Klabin acumulam queda de 20,4% em 2025 até o fechamento de 03/11, na contramão do Ibovespa, que se valoriza 25% no ano. Entendemos esse desempenho reflete a expectativa de resultados mais fracos para as empresas do setor diante da retração de ~13,0% da taxa de câmbio desde o início do ano, bem como de preços de celulose mais pressionados.
Em nossa opinião, apesar desses fatores, a Klabin tem apresentado bons resultados consolidados, com margens estáveis e geração de fluxo de caixa livre consistente, o que, em conjunto com sua disciplina financeira, possibilitaram reduções sucessivas dos níveis de endividamento e alavancagem. Embora esperemos números mais tímidos no 4T25, em razão da combinação de fraca sazonalidade e paradas programadas para manutenção, acreditamos que a companhia continuará entregando margens equilibradas e números robustos à frente, favorecidos pela diversificação de negócios e mercados de atuação da Klabin.
Além disso, percebemos que as principais incertezas sobre o setor que persistiram ao longo deste ano foram parcialmente mitigadas pelos acordos comerciais e tarifários entre os Estados Unidos e diferentes países, o que pode suportar uma melhora da demanda de celulose nas regiões de referência, que combinada aos sinais de uma possível reversão do ciclo de baixa nos preços da commodity, conforme comentamos em nosso Relatório Setorial de Papel e Celulose mais recente, trazem uma perspectiva ligeiramente mais positiva para o setor. Ainda, a resiliência dos segmentos de papéis e embalagens no mercado interno brasileiro, com destaque para a expedição recorde de papelão ondulado, bem como a estratégia para a busca de novos mercados de exportação da companhia, complementam um cenário favorável para esses produtos.
Por fim, após a revisão de nosso modelo financeiro, apresentamos nosso novo preço-alvo 2026e de R$ 26,00 para KLBN11. Observamos que a companhia está sendo negociada a um EV/EBITDA com desconto de 19% em relação à média histórica, que, em conjunto com os demais pontos comentados anteriormente, nos leva a elevar a recomendação para Compra (antes Neutra).


Este é um relatório público e foi produzido pelo BB-Banco de Investimento S.A. (“BB-BI”). As informações e opiniões aqui contidas foram consolidadas ou elaboradas com base em informações obtidas de fontes fidedignas e de boa-fé, tendo sido tomadas medidas razoáveis para assegurar sua exatidão no momento de publicação. Contudo, o BB-BI não garante que tais dados sejam totalmente isentos de distorções e não se compromete com a veracidade dessas informações. Todas as opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e derivam do julgamento de nossos analistas de valores mobiliários (“analistas’), podendo ser alteradas a qualquer momento sem aviso prévio. O BB-BI não garante o lucro e não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas nesse material, que tem por finalidade apenas informar e servir como instrumento que auxilie a tomada de decisão de investimento, não devendo ser interpretado como material promocional, recomendação, oferta ou solicitação de oferta para comprar ou vender quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Investimentos nos mercados financeiros e de capitais estão sujeitos a riscos de perda superior ao capital investido. A rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Nos termos do art. 22 da Resolução CVM 20/2021, o BB-BI, em conjunto com o Conglomerado Banco do Brasil S.A. (“Grupo”), declaram que (i) podem ser remunerados por serviços prestados ou possuir relações comerciais com a(s) empresa(s) analisada(s) neste relatório ou com pessoa natural ou jurídica, fundo ou universalidade de direitos, que atue representando o mesmo interesse dessa(s) empresa(s); (ii) podem possuir participação acionária direta ou indireta, igual ou superior a 1% do capital social da(s) empresa(s) analisada(s), e poderão adquirir, alienar ou intermediar valores mobiliários da(s) empresa(s) no mercado.
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