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Deseconomês | Selic, a taxa básica de juros

E quem é o tal do Copom

Publicado por: Análise BB

conteúdo de tipo Leitura3 minutos

Atualizado em

09/07/2024 às 10:17


Mais ou menos a cada 45 dias, vemos nos noticiários: “Copom decide manter a Selic em xx% ou Copom eleva/reduz a Selic para xx%”. Mas, o que é essa tal de Selic? E quem é esse Copom?

Afinal, o que é taxa Selic?

A Selic é a taxa básica de juros brasileira. Ela recebe esse nome pois serve como referência para as demais taxas de juros da economia.

Vamos a exemplos práticos! Você está naquela fase do aperto geral e precisando pedir dinheiro emprestado até pra sogra, ou já organizou a vida financeira? Isso tem tudo a ver com a Selic. Se você está pegando dinheiro emprestado, uma Selic baixa vai influenciar a taxa de juros do seu empréstimo, que tende a ficar mais barato. E vice e versa. Mas, pra quem investe, o cenário muda. Uma Selic baixa significa que aqueles investimentos mais conservadores – e mais conhecidos - como CDB, LCA e LCI, também vão render menos.

E, nesse assunto, é importante a gente falar também sobre uma outra sigla: CDI. O CDI é um dos principais indicadores quando falamos de investimentos. Você já teve der visto por aí: “aquele CDB rende 80% do CDI”, por exemplo. O que isso quer dizer? O CDI anda lado a lado com a Selic, com uma pequena margem de erro, igual essas pesquisas que a gente vê na TV. Então, como falamos: se a Selic sobe, esse investimento ligado ao CDI vai render mais, se cai, vai render menos. E por aí vai.

Quem é que toma essa decisão?

Quem define a manutenção, aumento ou redução da Selic é o Comitê de Política Monetária, o também famoso Copom. Ligado ao Banco Central, o Comitê foi inspirado no modelo americano, o também figurinha carimbada dos noticiários, o FOMC – Federal Open Market Committee.

Nem todo mundo sabe, mas cada reunião do Copom é acompanhada sob o olhar atento dos grandes investidores. E não só pela possível redução, aumento ou manutenção da taxa básica de juros, mas também pelo conteúdo do relatório divulgado após a decisão. O documento é rico em informações sobre como o Comitê de Política Monetária está enxergando a economia brasileira e a conjuntura global.

Quem tem medo de juros?

Quando a gente fala de Selic, fala de juros. E quando a gente fala de juros, tem quem já sinta aquele nó no estômago. Mas não precisa ser assim! O negócio é usar os juros a nosso favor. Quando investimentos nesses produtos que seguem a Selic, por exemplo, os juros que ganhamos com o investimento são incorporados ao montante que já tínhamos. No mês seguinte, no cálculo da rentabilidade, os juros incorporados também já estão rendendo. É o famoso “juros sobre juros”, ou juros compostos. Tem uma célebre frase que circula por aí que diz que “juros compostos são a 8ª maravilha do mundo”. Fica essa dica pra vida!

Pra entender um pouco mais

Você sabia que, assim como os bancos emprestam dinheiro a seus clientes, as próprias instituições financeiras emprestam recursos entre si? Sim, verdade. E essas operações ocorrem, basicamente, porque os bancos precisam ter recursos mínimos para realizar suas movimentações em determinado dia.

Quando uma instituição não consegue atingir esse recurso mínimo, recorre a outro banco e toma o valor emprestado. Geralmente essa situação se normaliza em apenas um dia útil, por isso dizemos que são operações de curtíssimo prazo.

Quando a garantia dada para essa transação são títulos públicos, ela é registrada no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic), e a taxa cobrada é a estrela deste artigo: a Selic.

E quando essa mesma operação é feita sem a garantia de títulos públicos, a taxa cobrada é o também famoso Certificado de Depósito Interbancário, o CDI (lembra dele?) que, como falamos, anda lado a lado com a Selic.

Por que é chamada de taxa básica da economia?

Na prática funciona assim: para viabilizar determinada operação, um banco Alfa pega emprestado recursos do banco Beta e oferece como garantia títulos públicos. Se a Selic está em 8% a.a., esse é a taxa que o banco Alfa vai pagar ao banco Beta. Porém, se o governo decide subir a Selic para 10% a.a., o banco Alfa precisará repassar esse aumento para as taxas de juros das operações de crédito que cobra dos seus clientes. Por isso costumamos ouvir que, se a Selic aumenta, também sobem todas as taxas de juros da economia.

Entender um pouco de economia é entender do nosso dia a dia, do preço dos produtos no mercado, da taxa do cartão de crédito, de investir para planejar a realização dos nossos sonhos. Não precisa ser chato, e não precisa ser difícil. Vem com a gente.

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