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Por Broadcast Notícias
Atualizado em
28/07/2025 às 14:59
Por Elisa Calmon
São Paulo, 28/07/2025 - O faturamento real das pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras ficou estável no segundo trimestre de 2025 em comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com o Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs (IODE-PMEs). O dado representa uma reversão parcial da retração de 2% registrada no primeiro trimestre na comparação anual.
A recuperação foi puxada pelos setores de Serviços, que registrou alta anual de 3,1% e Indústria, com avanço de 1,2% na mesma base comparativa. Por outro lado, Comércio e Infraestrutura mantiveram desempenho negativo, reportando recuos de 1,7% e 2,3%, respectivamente.
Na comparação dessazonalizada com o primeiro trimestre de 2025, o índice subiu 3%. O IODE-PMEs analisa empresas com faturamento anual de até R$ 50 milhões, monitorando 748 atividades dos setores de Comércio, Indústria, Infraestrutura e Serviços.
"De modo geral, o desempenho do IODE-PMEs no primeiro semestre de 2025 confirma nossas expectativas anteriores de que estávamos entrando em um período marcado por um contexto macroeconômico significativamente mais desafiador para os empreendedores brasileiros, caracterizado pelo retorno das pressões inflacionárias e pela elevação das taxas de juros e a taxa Selic com o patamar mais elevado dos últimos 20 anos no Brasil", afirma o especialista em indicadores e estudos econômicos da Omie, enfatiza Felipe Beraldi.
Projeções
Diante do cenário desafiador e incertezas econômicas, a projeção do IODE-PMEs para 2025 foi revisada para baixo, de 1,3% para 1%. Para 2026, espera-se alta de 1,9%. A estimativa considera avanço da renda das famílias (rendimento médio real cresceu 3,5% até maio), o que sustenta o consumo.
O contexto é de risco elevado e assimétrico para as PMEs, com possibilidade de resultados abaixo das projeções. No caso da inflação, a previsão é de convergência para o teto da meta, o que abriria espaço para uma redução gradual das taxas de juros, segundo Beraldi.
"Embora o alívio esperado nesses indicadores deva ocorrer de forma lenta e progressiva, a mudança no cenário tende a impactar positivamente as expectativas dos agentes econômicos, com reflexos relevantes sobre o comportamento da atividade doméstica", afirma o especialista.
Enquanto isso, o anúncio de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros pelos EUA pode afetar diretamente o desempenho das PMEs exportadoras ou conectadas a grandes exportadores. Beraldi avalia que essas medidas também podem impactar empresas que dependem de insumos americanos e provocar desvalorização do real e aumento da inflação.
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