O céu é o limite? Bitcoin renova recorde e supera os US$ 118 mil
Publicado por: Broadcast Exclusivo
6 minutos
Atualizado em
11/07/2025 às 11:36
Por Gustavo Boldrini e Sergio Caldas, da Broadcast
São Paulo, 11/07/2025 - O Bitcoin (BTC) atingiu novo recorde nesta sexta-feira, ultrapassando pela primeira vez os US$ 118 mil. A nova marca, segundo especialistas da área, mostra que a principal criptomoeda tem adquirido cada vez mais um papel de reserva de valor diante de um ambiente global de incertezas geopolíticas e comerciais.
O pico foi atingido nesta madrugada, batendo os US$ 118.856,47, segundo a cotação da Binance. Nos últimos sete dias, o ativo acumula alta de mais de 8%.
Institucionais em peso
O aumento da demanda de investidores institucionais e medidas de apoio do governo Donald Trump, nos EUA, são vistos como fatores cruciais para explicar a aceleração da criptomoeda nos últimos dias, segundo Patrick Munnelly, analista da corretora Tickmill Group.
"O recente salto no valor do BTC é impulsionado por compras consistentes de investidores institucionais, que estão adquirindo significativamente a oferta disponível", afirmou o especialista em nota.
No fim de maio, Trump determinou a criação de uma reserva estratégica de Bitcoin nos Estados Unidos, medida que era amplamente esperada pelo mercado desde sua eleição, em novembro de 2024. Em junho, veio outra medida significativa por lá, com o Senado norte-americano aprovando um projeto de lei definindo uma estrutura regulatória para stablecoins, as criptomoedas lastreadas em moedas fiduciárias, como o dólar.
Reserva de valor
O atual momento turbulento da geopolítica mundial, com a guerra tarifária promovida pelo governo do republicano e os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio,** tende a reforçar a busca por ativos que são considerados reserva de valor, como o dólar, o ouro e o próprio Bitcoin**, que, segundo especialistas, está se consolidando como esse tipo de ativo.
"Em momentos de incerteza econômica e cambial, investidores costumam buscar ativos alternativos. Além do dólar e do ouro, o Bitcoin tende a ser visto como proteção por investidores mais familiarizados com o mercado cripto", comenta Thiago Fagundes, diretor de negócios do Mercado Bitcoin (MB).
Segundo Ana de Mattos, analista e trader parceira da Ripio, o Bitcoin oferece algo que ativos 'tradicionais' não conseguem, que é a maior capacidade de se desconectar de questões políticas. "O Bitcoin não depende de tratados e não pode ser alvo de um canetaço. Para quem entende o papel da reserva de valor, esse diferencial é decisivo", acredita.
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