Ethereum cai após maior hack da história cripto, um roubo de US$ 1,4 bi ocorrido na Bybit
Publicado por: Broadcast Exclusivo
4 minutos
Atualizado em
24/02/2025 às 15:24
Por Gustavo Boldrini, do Broadcast
São Paulo, 24/02/2025 - Um golpe que culminou no roubo de US$ 1,4 bilhão em Ethereum e outros tokens relacionados na corretora cripto Bybit tem movimentado o noticiário nos últimos dias. Trata-se do maior roubo já registrado no universo cripto, e que levanta questões sobre os mecanismos para garantir a segurança das redes blockchain.
O golpe, conhecido como hack, registrado pela Exchange Bybit na última sexta-feira (21), levou as cotações do Bitcoin (BTC) e Ethereum (ETH) a recuarem no fim de semana. Nesta segunda-feira, o ETH, principal ativo envolvido no golpe, seguia em queda de mais de 2% nas últimas 24 horas até as 14h30 (de Brasília).
O que é um hack cripto?
Um hack é a expressão usada no mundo cripto para se referir a uma violação de segurança, na qual os golpistas exploram vulnerabilidades para roubar ativos digitais. Esses ataques podem ocorrer em diversas plataformas, incluindo exchanges de criptomoedas, carteiras digitais, contratos inteligentes e redes blockchain.
Os métodos utilizados pelos hackers podem variar desde a exploração de falhas de software até ataques de engenharia social, que consistem em manipular pessoas a fim de que elas divulguem informações confidenciais ou realizem ações que possam comprometer a segurança.
Entenda o caso Bybit
Tudo começou na última sexta-feira, 21, quando um hacker conseguiu convencer funcionários da Bybit a lhe oferecerem acesso irrestrito a alguns fundos armazenados pela exchange. Ao todo, mais de US$ 1,4 bilhão foram movimentados no golpe, que, ao que tudo indica, explorou falhas humanas.
Segundo relatos, o golpista precisou de três assinaturas de funcionários da Bybit para conseguir acesso aos fundos. Esses funcionários viram uma transação que parecia ser legítima na tela, por isso concederam a autorização. E aí, em dois minutos, o hacker fez cinco transações para carteiras de sua posse, tomando o dinheiro.
"Nos últimos anos, muitos ataques hacker no setor cripto deixaram de explorar falhas em contratos inteligentes e passaram a focar na manipulação humana, usando técnicas de engenharia social", explica Gustavo Cunha, sócio e gestor da comunidade Fintrender.
Segundo Cunha, como a maioria dos sistemas blockchain já passou por anos de testes e auditorias, "encontrar vulnerabilidades técnicas está cada vez mais difícil", o que torna a exploração de falhas e vieses humanos como essencial para golpistas.
Tem até recompensa para quem recuperar fundos
A Bybit ofereceu uma recompensa para quem conseguir de alguma forma recuperar os valores roubados da plataforma. Essa recompensa será de 10% sobre o valor recuperado.
"A Bybit está determinada a superar esse revés e transformar fundamentalmente nossa infraestrutura de segurança, melhorar a liquidez e ser um parceiro confiável para nossos amigos na comunidade cripto", afirmoiu Ben Zhou, CEO e fundador da Bybit, em post no X.
Zhou acrescentou que a Bybit "foi inundada com apoio de algumas das melhores pessoas e organizações da indústria", e está confiante em recuperar ao menos parte dos recursos desviados.
O caso da Bybit foi o maior hack cripto já registrado pela indústria, mas não foi o único. Antes dele, o maior golpe do tipo havia sido registrado em 23 de março de 2022, na plataforma Ronin Network, da desenvolvedora de games Sky Mavis, com o desvio de US$ 624 milhões.

