Vale atinge 50% da meta de proteção florestal voluntária para 2030
Publicado por: Broadcast Notícias
7 minutos

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Atualizado em
10/06/2025 às 15:23
Por Juliana Garçon
Rio, 10/06/2025 - A mineradora Vale atingiu uma expansão de 200 mil hectares na área de florestas que protege e alcançou, neste ano, metade da meta voluntária estabelecida para 2030. O compromisso, anunciado no final de 2019, em linha com os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU, prevê proteger 400 mil hectares e recuperar outros 100 mil hectares, principalmente no Brasil, em áreas externas às de suas operações.
Na mesma ocasião, a Vale anunciou a meta de reduzir, até 2030, as emissões de gases de efeito estufa (GEE), de Escopos 1 (emissões diretas das atividades) e 2 (emissões indiretas, proveniente do uso de energia elétrica) em 33%. No Escopo 3 (referente às cadeias de valor), a meta é reduzir em 15% as emissões até 2035.
As iniciativas foram divulgadas meses após o acidente de Brumadinho, que resultou em um desastre ambiental e na morte de 272 pessoas.
A mineradora já tem um "estoque" de áreas protegidas em diversos países, somando 1 milhão de hectares, dos quais 800 mil estão na Floresta Nacional de Carajás e em seu entorno, na Amazônia paraense, região onde a Vale tem importantes operações de minério de ferro, cobre e níquel. As atividades de proteção são realizadas em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO).
A fim de cumprir a meta para 2030, a Vale empenhou R$ 360 milhões desde 2020, diz Rodrigo Lauria, diretor de Mudanças Climáticas e Carbono da mineradora. A cifra inclui doações e capital filantrópico para parcerias com unidades de conservação em terras públicas e parcerias com propriedades privadas. Nestas, proprietários de áreas sob pressão de desmatamento ou já degradadas recebem incentivos para realizar outras atividades econômicas e se tornam elegíveis a originar créditos de carbono.
"Não há um único modelo possível [para combater o desmatamento], é preciso combinar modelos diferentes", comenta Lauria. "Mas, sem dar uso econômico para a floresta, a pressão por desmatamento aumenta."
Para as terras que demandam recuperação, o programa trabalha com modelos agroflorestais diversos, em que pequenos produtores aliam recuperação de espécies nativas com cultivo de espécies econômicas, como cacau e banana, para gerar renda e recuperar e manter a área. O capital filantrópico disponibilizado pela mineradora financia a assistência técnica, o plantio e a recuperação das áreas.
"O nosso modelo contempla a cadeia - já mirando, por exemplo, em quem vai processar o cacau - e vê a produção como um vetor de desenvolvimento da região", diz Lauria, acrescentando que o programa recuperou 18,4 mil hectares dos 100 mil hectares previstos até 2030.
O objetivo agora é escalar os negócios nessas áreas de agrofloresta, processo que enfrenta o desafio de obter financiamento. "A gente precisa adequar a percepção de risco e usar modelos adaptados a essa realidade, não modelos tradicionais, que exigem garantias de retorno e segurança", explicou Lauria.
"Não adianta almejar um futuro de recuperação florestal e usar [em análises de risco] mecanismos antigos, pois são majoritariamente empresas novas, startups, que estão começando a colocar seus projetos de pé e não têm o histórico de empresas que estão há décadas no mercado", concluiu o executivo.
Contato: [email protected]
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