

Os fatos que impactam o mercado financeiro atualizados em tempo real
Por Broadcast Notícias
Atualizado em
19/12/2025 às 14:49
Por Wilian Miron
São Paulo, 19/12/2025 - A equipe de analistas do Itaú BBA destaca o setor de saúde como líder em rendimento de recompra (buyback yield ), refletindo decisões de alocação de capital adotadas por companhias com disciplina financeira e confiança em seu próprio valor.
No relatório, os analistas Daniel Gewehr, Matheus Marques, Victor Cunha e Raphael Matutani afirmam que, em um contexto de desalavancagem gradual e maior foco em eficiência operacional, a recompra de ações tende a beneficiar os acionistas ao reduzir o número de papéis em circulação e elevar o lucro por ação, especialmente quando realizada sem comprometer a geração de caixa ou os investimentos essenciais.
Segundo eles, as empresas do setor têm adotado uma postura mais cautelosa, priorizando o equilíbrio financeiro antes de avançar em programas mais agressivos de recompra. A estratégia é considerada positiva quando ocorre após avanços claros na redução do endividamento e na melhora da rentabilidade, funcionando como uma alocação de capital mais eficiente quando as ações estão negociadas abaixo do valor justo.
Entre os destaques do relatório está a Hapvida, que apresenta buyback yield de 9,9% e figura entre as cinco companhias com programas de recompra em aberto com maior potencial relativo em relação ao valor de mercado.
O Itaú BBA também aponta a Hapvida como uma das empresas que mais executaram recompras em novembro, tanto como porcentual do volume total autorizado quanto em relação ao free float , indicando avanço relevante na execução do programa anunciado.
Na avaliação dos analistas do banco, a empresa já apresenta uma estrutura de capital mais confortável e geração de caixa suficiente para sustentar esse tipo de iniciativa. A recompra é vista como um sinal de confiança da gestão na recuperação operacional e na melhora dos resultados ao longo do tempo, além de reforçar a percepção de que a ação pode estar subavaliada pelo mercado.
O programa de recompra da companhia prevê um volume-alvo de aproximadamente R$ 1,0 bilhão, equivalente a 13,9% do valor de mercado, com cerca de 29% do montante já executado até o momento.
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