Quem matou... o seu dinheiro? Descubra quais são os vilões dos investimentos
Publicado por: Broadcast Exclusivo
4 minutos
Atualizado em
29/01/2026 às 11:44
Por Patrícia Queiroz, da Broadcast
O País inteiro parou - ou boa parte dele - para debater seja nas redes sociais e ou nas mesas de bar sobre um 'mistério' cujo desfecho vai ser conhecido esta noite (17).
Mas, para além dos crimes das novelas, na vida real há uma questão que pode te assombrar todo final de mês quando, depois de organizar as finanças e os investimentos, percebe que a poderia ter sido maior ou melhor. Na busca por possíveis 'culpados', você se pergunta: "Quem matou o meu dinheiro"?
Especialistas te ajudam a entender quais podem ser os verdadeiros vilões nessa trama nada fictícia e adiantam, não, não vale tudo quando o assunto trata dos seus investimentos.
Impulsividade não ajuda
Entre os 'crimes' mais comuns contra uma boa carteira estão a falta de e de método e a impulsividade, entrega Sigrid Guimarães, CEO da gestora Alocc. "Não ter liquidez quando precisa e mudar a estratégia a cada 'dica quente' é como tentar remar em várias direções ao mesmo tempo - o barco não sai do lugar", afirma.
Outro erro recorrente é achar que poupar pouco não vale a pena. "Investir é um processo que exige disciplina e paciência - quem muda de estratégia o tempo todo, em busca de rentabilidade imediata, é como quem vê o ônibus partir e sai correndo atrás dele: dificilmente vai alcançar. Mas quem espera com constância, chega ao destino", garante.
Planejar é o segredo do negócio
O planejamento financeiro é um instrumento que, no final das contas, ajuda o investidor a manter a carteira desenhada de acordo com a estratégia que traçou.
Para José Victor Cassiolato, estrategista da Victrix Capital, "com um bom planejamento há um risco menor de cair nas opções que matam os investimentos, que são a mudança abrupta no perfil de risco da carteira e a necessidade de se desfazer de ativos em um momento que pode ser ruim para isso".
Mas se planejar é preciso, depois dele, como elencar e identificar os eventuais vilões?
"Taxas de juros, crises políticas e eventos globais. Todos podem ser cúmplices. Contudo, o principal vilão do investidor é, sem dúvida, a emoção. É crucial manter a disciplina e seguir o planejamento, sem deixar que ela tome conta das decisões", explica Sigrid, da Alocc.
Ela lembra que os fatores externos sempre existirão e, para eles, "o segredo é ter uma estratégia sólida para atravessar diferentes momentos da economia. Liquidez, diversificação e eficiência são o roteiro ideal", assegura.
Vale tudo?
Quando o assunto é dinheiro, o desejo por retornos recorrentes aliado à promessa de ganhos muito acima do esperado pode não resultar em um enredo de sucesso. "O erro é deixar que a ganância e o medo de não investir em algo novo ou arrojado decidam por você. Quem investe movido por emoção compra caro, vende barato e nunca cria consistência. O antídoto é ter plano, horizonte e disciplina", defende Sigrid Guimarães.
Para Cassiolato, da Victrix Capital, o investidor que procura ganhos mais expressivos, por outro lado, precisa estar disposto a tomar o risco. Tendo esses dois pontos equilibrados, ele pode seguir a estratégia que seja a mais adequada ao seu perfil.
"O problema é quando o investidor procura um ganho muito alto, mas tem uma baixa tolerância ao risco. Nesse caso, cai novamente naquelas situações que matam os investimentos, como ter que se desfazer da carteira em um momento que não seja adequado", diz.
Para Sigrid, da Alocc, vale lembrar: outros vilões nesse cenário são os conflitos de interesse e a inexperiência de alguns profissionais. "Esse mercado frequentemente tem incentivos de venda desalinhados com as necessidades dos investidores. Assim como uma boa investigação, uma carteira sólida requer método, tempo e fontes confiáveis", defende.
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