Por que pessoas inteligentes caem em golpes?
Publicado por: Colunistas
6 minutos
Atualizado em
09/10/2025 às 14:47
Você já se perguntou por que pessoas inteligentes, bem-informadas e experientes ainda caem em golpes? A resposta não está na ignorância, mas na forma como nossas emoções são cuidadosamente manipuladas.
Diferente das fraudes cibernéticas que exploram falhas técnicas, os golpes mais eficazes hoje são baseados em engenharia social, um conjunto de estratégias psicológicas que exploram vulnerabilidades humanas, e fazem a própria vítima realizar, sem perceber, a transação.
Golpistas seguem um certo padrão e costumam criar situações de urgência, escassez ou exclusividade para que as pessoas ajam por impulso e sem pensar. Isso ativa os chamados atalhos mentais, que são formas automáticas de decidir. Os mais comuns são:
- Confirmação: a pessoa só enxerga aquilo que já acredita, ignorando sinais de alerta.
- Medo de perder: o receio de perder uma chance ou dinheiro faz a vítima agir rápido, sem avaliar os riscos.
- Autoridade: quando alguém parece saber muito ou tem um cargo importante, a tendência é confiar sem questionar.
- Efeito manada: se muita gente está fazendo, parece seguro, mesmo que seja um golpe.
Outra explicação está no avanço da inteligência artificial, os golpes se tornaram ainda mais sofisticados com abordagens altamente personalizadas. Criminosos usam:
- Chatbots: programas de computador que simulam conversas humanas por meio de mensagens de texto ou voz.
- Deepfakes: é uma tecnologia que usa Inteligência Artificial para criar vídeos, áudios ou imagens falsos, mas extremamente realistas, imitando rostos, vozes e expressões de pessoas reais.
- Perfis sintéticos: são identidades falsas criadas com inteligência artificial, combinando dados reais e fictícios para parecerem pessoas legítimas.
Os criminosos estudam o comportamento das vítimas, constroem vínculos de confiança e ativam gatilhos emocionais explorando o medo, a empolgação, a culpa ou mesmo a ganância.
Proteja sua mente tanto quanto suas senhas. A prevenção começa com controle emocional. Algumas atitudes podem fazer toda a diferença:
- Mantenha o pensamento crítico ativo, especialmente diante de situações que envolvem urgência, emoção ou promessa de vantagem.
- Evite decisões financeiras imediatas: respire, pense, consulte o seu banco.
- Questione promessas de lucro fácil: se parece bom demais para ser verdade, provavelmente é, assim s. Sempre desconfie.
- Desconfie de atendimentos automáticos que pedem dados sensíveis, como senhas ou códigos de autenticação.
- Evite clicar em links enviados por bots desconhecidos, mesmo que pareçam legítimos.
- Desconfie de vídeos ou áudios com urgência emocional, especialmente se pedirem dinheiro ou dados.
- Converse com o seu banco antes de qualquer movimentação.
- Atualize-se sobre novas formas de golpe, conhecimento é uma das melhores defesas.

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