Gerar Alfa: Por que esse jargão do mercado financeiro deve ser levado em conta?
Publicado por: Colunistas
4 minutos

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Atualizado em
29/08/2025 às 12:13
Ao montar uma carteira de ativos para o investidor, nosso objetivo é escolher os investimentos de tal modo que supere o rendimento do mercado. E esse “excesso de retorno” ou “lucro além da estimativa” em relação a um benchmark é definido pela expressão “gerar Alfa”, ligado ao conceito de Alfa de Jensen.
Pensando em uma carteira diversificada, que é uma estratégia fundamental para proteger a carteira de ativos contra riscos não sistêmicos, podemos comparar e relacionar a geração de alfa em relação ao rendimento do CDI.
Então, é só diversificar para conseguir um desempenho acima do CDI?
Nem sempre! Analisando estatísticas do levantamento realizado pela S&P Global, há estudos que mostram que mais de 80% dos fundos ativos no país não alcançam o benchmark escolhido, tendo em comparação os últimos 10 anos.
Sendo assim, é importante recorrer a algumas técnicas para a geração de Alfa, as quais vamos descrever a seguir.
Um dos maiores gestores de fundos do país, Luis Stuhlberger, diz que é importante ter um bom risco-retorno. E isso não quer dizer que nunca se erra ou não se vende posições com prejuízo. É necessário, pelo menos, uma relação de 70% de acertos nos investimentos, sobrando 30% para erros. Assim há um ganho 3 vezes maior que nos 30% que se perde, compensando as perdas de forma satisfatória.
Na mesma linha, o estrategista de investimentos Nassim Taleb fala que sofrer pequenas perdas não é um problema, desde que você esteja exposto a um potencial de grandes ganhos. Isso vai ao encontro à ideia de convexidade dos investimentos, onde as perdas são limitadas e os ganhos ilimitados.
Já Peter Lynch, gestor de fundos que obteve a fantástica performance de 29% de rentabilidade ao ano em um período de 23 anos, tinha uma filosofia de investimentos em que um dos elementos priorizados era o da paciência. A orientação de longo prazo de Lynch ajudou a impulsionar seu desempenho, particularmente durante períodos de crise ou recessão econômica. Quando as ações estavam caindo em 10 ou 20%, Lynch não estava preocupado porque sabia que os mercados seriam valorizados daqui 5, 10 ou 20 anos.
Então, percebe-se que o que é preciso para gerar alfa é perder pouco quando se erra, e ganhar muito quando se acerta (com uma pitada de paciência!).
Ao pensar em comprar um ativo, devemos pensar: o que pode acontecer eu estiver muito errado? Se a resposta for “perder tudo”, é importante repensar e não comprá-lo.
Por isso a estratégia de ir aportando aos poucos, fazendo a gestão de quantidades, pode ser uma maneira eficiente de mitigar os riscos caso você esteja errado. Você pode até estar se perguntando: se eu comprar pouco agora e a estratégia for acertada, na hora de aumentar a posição vou comprar mais caro? Se você utilizar uma estratégia de investimentos como o CPPI (Constant Proportion Portfolio Insurance, que mescla a alocação de ativos de maior risco com outros ativos que oferecem mais segurança), a resposta é “sim”. Desta forma, você parte da premissa que colocará dinheiro onde a estratégia está dando certo — levando à ideia de preço médio para cima.
Então, ficam aqui 4 dicas para escolher melhor seus investimentos
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