Amor, contas e investimentos: veja como cuidar, sem crise, das finanças a dois
Publicado por: Broadcast Exclusivo
6 minutos
Atualizado em
13/01/2026 às 16:40
Por Patrícia Queiroz, da Broadcast
O ano está só começando e muita gente aproveita essa época para colocar em prática os planos de organizar a rotina, o orçamento, as contas e os investimentos.
Mas se sozinho a tarefa já pode ser desafiadora, como fica para quem compartilha a vida com alguém? Será que é possível estabelecer metas e planejamentos sobre o dinheiro que entra e que sai, sem que isso vire uma crise?
Especialistas dão dicas sobre como tratar do tema de forma assertiva e, principalmente, sem que ele vire uma 'DR'.
Estabelecendo prioridades
Kiane Pan, consultora de investimentos do Sistema Ailos, explica que não é sempre que os casais investem tempo nesse assunto, que também é vital ao relacionamento. "As finanças podem auxiliar ou atrapalhar muito a vida a dois. Por isso, é essencial estabelecer as prioridades da dupla e também as pessoais", diz.
Mas dá para desenvolver uma rotina para tratar de dinheiro sem que haja ruídos de comunicação e mesmo ferir eventuais suscetibilidades? Pan acredita que sim.
"Definam o que cada um está disposto a abrir mão, caso necessário, para atingir um objetivo do casal. Para cada escolha, existe uma renúncia e um investimento", acredita a consultora, que defende que o casal revisite o que foi estabelecido, por exemplo, a cada três meses. "Eventuais ajustes são fundamentais", diz.
Conta conjunta ou separadas?
Alguns casais preferem manter contas correntes individuais, preservando autonomia para os gastos pessoais, e criando uma conta conjunta para as despesas em comum, explica Sigrid Guimarães, CEO da gestora de patrimônio Alocc.
Nesse caso, diz, é fundamental saber quanto a vida em comum custa. "A partir disso, define-se quanto cada um vai aportar mensalmente nessa conta para pagar os gastos comuns".
Há ainda quem opte por ter tudo em conjunto - contas, investimentos e despesas - e dividir absolutamente tudo. "Esse modelo também funciona, desde que esteja alinhado com o perfil do casal e, muitas vezes, com o regime de casamento. Nenhum formato é melhor que o outro. O melhor é aquele que foi claramente combinado", acredita Sigrid, para quem mesmo mantendo contas individuais, o casal pode - e deve - fazer planos juntos. "O dinheiro pode estar separado na operação do dia a dia, mas o planejamento precisa caminhar junto".
E a privacidade, como fica?
Pan, da Ailos, diz que para que a privacidade de cada um seja respeitada é fundamental manter transparência nas necessidades individuais.
"Existem gastos que, eventualmente, podem ser de apenas uma das pessoas envolvidas, mas sem que esses frustrem os objetivos do casal. Por isso, é importante esclarecer o que não é negociável", orienta a consultora.
Compartilhando o dinheiro na prática:
Sigrid, da Alocc, dá três dicas práticas para quem compartilha (ou está pensando em compartilhar) o dinheiro com quem também divide a vida:
- Combinem o modelo : tudo junto, tudo separado ou um meio-termo. O importante é que os dois saibam exatamente como funciona;
- Saibam quanto a vida em comum custa : casa, despesas totais e projetos. Isso tira o dinheiro do campo emocional e leva para o campo do planejamento;
- Preservem autonomia: mesmo com planejamento conjunto, uma verba pessoal combinada reduz atritos e aumenta a sensação de liberdade.
Invista com o app Investimentos BB

