Onde investir em setembro
Publicado por: Análise BB
6 minutos
Atualizado em
01/09/2025 às 19:49
Acesse aqui o relatório completo com as Carteiras de Alocação do BB
Confira o video em: https://www.youtube.com/watch?v=3AwN3sELqkU
Agosto começou animado com a divulgação dos dados de mercado de trabalho americano no primeiro dia do mês, indicando enfraquecimento. No contexto global, o foco ficou nas divergências entre Fed e governo, com destaque para indicação de Stephen Miran para substituir Adriana Kugler e a demissão de Lisa Cook, além das falar de dirigentes do fed que mudaram o tom, principalmente do presidente Jerome Powell.
Já no ambiente doméstico, o foco permaneceu nos desdobramentos das possíveis negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, que não tiveram grande evolução, mas não impediu nosso mercado de seguir o clima positivo pelo possível corte de juros do Fed já em setembro e temporada positiva de resultados das empresas.
Abaixo o cenário do BB projetado para 2025 e 2026:

Renda Fixa Brasil
O CDI de agosto rendeu 1,16%. A próxima decisão do Copom esta prevista para 17/09 e a maioria do mercado espera a manutenção da Selic em 15%. O IPCA-15 de agosto demonstrou uma deflação de -0,14% e cedendo no acumulado em 12 meses para 4,95%.
Quando falamos em atividade econômica, os dados demonstram uma acomodação, benéfica no cenário para convergência da inflação a meta. A curva de juros fechou em praticamente todos os vértices, contribuindo para performance das classes de ativos prefixados, seguimos com perspectivas positivas para classe, principalmente pelo carrego, visto que os níveis seguem altos. O IRF-M rendeu 1,66% e o IMA-B rendeu 0,84%, sem conseguir superar o CDI.
Renda Variável Brasil
O Ibovespa teve um dos melhores meses na sua história, rendendo 6,28% em agosto e fechando aos 141.422 pontos, muito beneficiado pelo otimismo gerado da mudança de tom no discurso do Fed, devido a dados de empregos mais fracos, e divulgação de resultados das empresas positivos de uma forma geral.
O ambiente de corte de juros em um mercado sem crise econômica, com uma economia mundial ainda resiliente, costuma beneficiar emergentes como o Brasil. Dessa forma, estamos construtivos com a renda variável brasileira.
Moedas
O dólar fechou o mês cotado a R$ 5,43, queda de 12,31%. As projeções do BB estimam um dólar na faixa de R$5,40, mantendo o valor, mas com alta volatilidade no caminho. Fatores externos estão influenciando a moeda, mas não acreditamos em uma queda maior devido aos fatores internos relacionados a fiscal, contas públicas e contas externas.
No mercado cripto, o Bitcoin caiu -7,46%, a US$107.800, mas o destaque do mês foi o Ethereum, com alta de 15,72 %, a US$4.321.
Global
Em agosto, o bom humor no mercado de risco em geral veio dos Estados unidos. Com os dados de emprego (payroll) divulgados no início do mês abaixo das expectativas, além da revisão em dados anteriores que levaram a média de 3 meses de 150 mil para 35 mil, o Fed mudou o discurso que vinha enfatizando uma inflação persistente e cautela para uma preocupação com o mercado de trabalho.
A entidade possui mandato duplo, com meta de inflação e emprego, deixando mais claro pro mercado o que iriam priorizar nesse momento. Com isso, o inicio do corte de juros foi antecipado para reunião de 17/09, com a curva precificando a probabilidade de 88% de chances do corte de 0,25% ocorrer. O MSCI All Country (ACWI) rendeu 2,36%, S&P 500 1,91% e Nasdaq 0,85%.
Acesse aqui o relatório completo com as Carteiras de Alocação do BB para Pessoas Jurídicas

