Onde investir em abril
Todo mês, uma carteira de investimentos personalizada com as sugestões dos especialistas do BB para cada perfil de investidor.
Publicado por: Análise BB

Todo mês, uma carteira de investimentos personalizada com as sugestões dos especialistas do BB para cada perfil de investidor.
Publicado por: Análise BB
Atualizado em
01/04/2026 às 19:16
Confira o video em: https://www.youtube.com/watch?v=6lYRYsNEJJk
Acesse aqui o relatório completo com as Carteiras de Alocação do BB
Abril começa com os mercados globais ainda sob forte influência do cenário geopolítico no Oriente Médio, das revisões para inflação e da postura mais cautelosa dos bancos centrais. O fechamento do Estreito de Ormuz, as incertezas sobre a duração do conflito e o impacto nos preços do petróleo aumentaram a volatilidade dos ativos durante o mês, reforçando a importância da diversificação e de uma alocação equilibrada entre proteção e busca por retorno. No último dia, o mercado se animou e vimos uma recuperação, com a declaração do presidente do Irã se dizendo pronto para terminar o conflito se receber garantias. Mesmo com o fim do conflito, o mercado seguirá acompanhando os impactos do choque do petróleo e principalmente, em qual valor ele irá estabilizar. Mesmo nesse ambiente mais desafiador, o Brasil segue relativamente bem posicionado quando comparado a outras economias.
O CDI de março rendeu 1,21%. A renda fixa continua sendo um dos principais pilares das carteiras.
A Selic permanece em patamar elevado, mesmo com queda realizada pelo Copom de 0,25% em18 de março, demonstrando cautela diante do cenário externo. O carrego do pós-fixado segue bastante atrativo.
Em momentos de maior estresse e incerteza, os títulos indexados à inflação ganham ainda mais relevância, por oferecerem proteção real ao investidor. Os títulos prefixados continuam interessantes, principalmente pelo nível de taxas e carrego, mas exigem maior cautela, já que são mais sensíveis à abertura da curva de juros em cenários de volatilidade elevada.
A performance dos títulos prefixados e inflação foram negativas no mês, devido a abertura das curvas de juros nominal e real, reflexo do aumento da volatilidade e aversão a risco global devido ao conflito no Oriente Médio, que traz maior pressão inflacionária global. O IRF-M rendeu -0,59% e o IMA-B rendeu 0,17%.
Permanecemos positivos para as classes em questão, considerando panorama de investimentos mínimo de 12 meses. Temos preferência pelos títulos atrelados ao IPCA+, por trazer proteção nesse novo possível cenário de maior inflação global.
Mesmo com o aumento do risco global, a bolsa brasileira mostrou resiliência. Durante o mês, o Ibovespa foi “penalizado” pelo seu sucesso recente e movimento de diminuição de risco global, até o dia 30/03 o índice caía 3,32% e ainda assim acumulava alta de 13,27% no ano, após subir mais de 33% em 2025.
Em um ambiente de menos clareza no cenário, os investidores aproveitaram para realizar lucros. Porém, no dia 31, o mercado se animou com declarações do presidente iraniano, subiu +2,71% em um único dia, o que fez o índice fechar o mês com queda de -0,70%. Mesmo nos momentos de aversão a risco, o fluxo estrangeiro seguiu entrando na bolsa brasileira, acumulando entrada de ~R$8 bilhões até dia 26/03, somando mais de R$50 bilhões em 2026. Vemos esse fluxo como sinal positivo para continuidade da rotação global, pela percepção do Brasil estar bem-posicionado para a nova realidade geopolítica, da busca por ativos reais, commodities, energia, etc.
Lembrando que 2026 é ano de eleição, o que tende a aumentar a volatilidade dos mercados no 2º semestre, principalmente em renda variável, a classe mais sensível aos ruídos políticos e questões fiscais.
O dólar fechou o mês em cotado em queda, cotado a R$ 5,18. O câmbio mostrou resiliência, apoiado pelo diferencial de juros e pelo fluxo estrangeiro para o Brasil, mesmo em um cenário global mais adverso. No curto prazo, a moeda pode seguir volátil, acompanhando o noticiário externo e o cenário político local.
Após fortes quedas desde o outubro de 2025, acumulando +47% de desvalorização até fevereiro/26, o Bitcoin subiu aproximadamente 2% em março e o Ethereum subiu ~9,5%. Acreditamos que essa resiliência está associada as recentes quedas, que foram bem agressivas, mas com comportamento associado a um ativo de risco, não conseguindo ainda se provar como reserva de valor, mas tendo baixa correlação com índices locais e globais, podendo ser uma alternativa de diversificação, sempre alinhado ao seu perfil de investidor e tolerância ao risco.
Os investimentos internacionais seguem fundamentais para a diversificação das carteiras. O mercado externo continua reagindo às tensões geopolíticas, ao preço do petróleo e às expectativas para a política monetária dos Estados Unidos. Apesar dos riscos no curto prazo, essa classe de ativos é importante para reduzir a dependência do cenário doméstico e capturar oportunidades globais, especialmente em um ambiente de inovações tecnológicas e investimentos em inteligência artificial.
Em março, o S&P 500 fechou o mês em queda de - 5,09%, Nasdaq caiu –4,89% e a a mediana do mercado para S&P 500 em 2026 segue em 7.500 pontos, potencial alta de aproximadamente 14%, ante 8% no mês passado.
Acesse aqui o relatório com as Carteiras de Alocação do BB para PJ
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