Estratégia Swing Trade - Retrospectiva 2025
A "coragem" do algoritmo foi colocada à prova em um ano recheado de surpresas.
Publicado por: Análise BB
5 minutos
Publicado em
30/12/2025 às 11:55
Atualizado em
30/12/2025 às 11:55
Retrospectiva 2025
Neste final de ano, aproveitamos o clima de retrospectiva para lançar luz às estatísticas, apresentar de forma analítica a evolução e trazer algumas curiosidades que emergiram das operações da Estratégia Swing trade ao longo do ano.
O ano de 2025 trouxe novidades significativas para a Estratégia Swing Trade. Ao longo dos primeiros meses do ano, trabalhamos no refinamento da metodologia e atualização dos backtests, que culminaram não apenas em novos setups de indicadores, capazes em nossa visão de melhor rastrear as tendências utilizando dados atualizados de de cada ativo, mas na revisão do próprio universo de ativos acompanhados, que passou para 21 (após a deslistagem da JBS na B3 e subsequente listagem nos Estados Unidos).
Para a bolsa, e consequentemente para a maior parte das ações que acompanhamos, o ano foi predominantemente de alta – e, como sempre, ela se materializou em ondas. Vimos altas em janeiro até meados de fevereiro, mais um ímpeto em março, seguido de devolução em abril, outra “pernada” importante de abril ao final de maio, lateralização com viés de queda entre junho e julho, e então a alta veio com mais força e maior duração em duas ondas mais robustas: de agosto até final de setembro e da segunda quinzena de outubro até dezembro. Não por acaso, já que só sugerimos operações de compra, vimos o retorno médio por operação aumentar neste ano – de 1,56% em janeiro para 2,46% atualmente, enquanto o prazo médio permaneceu quase idêntico, em 38 dias corridos (ante 36 em 2024). Se considerarmos apenas as operações de 2025, a rentabilidade média das 108 operações (encerradas e em aberto) foi de 3,6%.

Essa tal rentabilidade
Corroborando a melhora de performance no ano, considerando um capital hipotético igualitário mobilizado para cada operação (ex. R$ 1.000,00), sem acúmulo de capital, e levando em conta as entradas e saídas de caixa nas datas exatas em as operações foram sugeridas, ou seja, pela técnica da matemática financeira chamada Taxa Interna de Retorno (TIR), a rentabilidade atinge 79,6% no período compreendido entre 3/4/2023 (início das operações) até hoje. A título de comparação, o variou 58,5% no período, e o CDI nada menos que 38,5%.
A principal lição de 2025: a “coragem” do algoritmo diante da incerteza
Nosso algoritmo enfrentou em 2025 uma situação inédita: a renovação sequencial das máximas do – especialmente no segundo semestre. Cabe salientar que este momento único para a bolsa se materializou mesmo diante de um cenário macro sugerindo, de forma absolutamente contraintuitiva, um momento nada favorável para a renda variável, já que o ano foi de escalada do ambiente restritivo, com os juros atingindo o maior patamar dos últimos anos, elevando o custo de oportunidade da renda variável diante da renda fixa.
Porém, a verdade é que (i) expectativas de alívio monetário se materializaram, (ii) o país se viu mais atrativo comparativamente a outras economias e (iii) a bolsa recebeu fluxo comprador, especialmente do investidor estrangeiro. Portanto, a maior parte das ações se valorizou significativamente. Ignorar tal movimento seria uma falha grave no algoritmo.
Reconhecemos que é fácil explicar isso tudo olhando para trás, e é por isso que participar desta alocação incomum teve como requisito algo que é inerente a um sistema automatizado, e muitas vezes falta às pessoas diante de situações inéditas: coragem diante da incerteza.
Quando em agosto a alta generalizada começou a ganhar contornos mais firmes – com o Ibovespa se aproximando de sua máxima histórica – e o algoritmo começou a recomendar novas compras, tememos que estivéssemos recomendando entradas no topo. Fosse aquele movimento uma falsa alta, veríamos o acionamento de diversos “stops”, algo que consideramos plenamente natural, mas que carrega certa frustração já que invariavelmente com operações mal sucedidas vem uma queda na rentabilidade geral.
Bom, “viemos do futuro” para dizer que o algoritmo estava correto afinal de contas. No segundo semestre, o Ibovespa registrou recordes sucessivos, com inúmeras ações de diversos setores nos seus topos históricos. Temos o orgulho de ter recomendado a participação em boa parte desse movimento para todos os ativos de nosso acompanhamento, inclusive com o sistema recomendando posicionamento concomitante em 100% deste universo pela primeira vez nos seus 32 meses de operação no dia 19 de novembro (links para todas as operações em andamento na página 4 e para todas encerradas no ano a partir da página 5).

E agora?
Escrevemos essa retrospectiva nos dias que seguiram um pregão icônico quando o registrou uma queda de 4,3% em uma única sessão, em 5 de dezembro, seguido por uma certa estabilidade. Com o movimento, o algoritmo desarmou algumas posições, mas identifica que ainda predomina uma tendência de alta para boa parte do universo de acompanhamento, atualmente com 13 dos 21 ativos com operação em andamento.
Os grandes destaques do ano ficam por conta de AXIA3, operação aberta em 12 de agosto com +47% de rentabilidade até o momento, VALE3, aberta em 25 de agosto e com 39% de rentabilidade e ENEV3, aberta em 13 de agosto, com +41% de rentabilidade. Todas seguem em aberto, mas é bem provável que AXIA3 seja a nova recordista de rentabilidade em uma única operação desde o início das recomendações da Estratégia Swing Trade, trazendo mais um elemento curioso para um ano atípico, que é o recorde pertencer a uma ação do setor de utilities, geralmente associado a menor .
O ano de 2026 promete mais novidades: nosso algoritmo será desafiado a manter o bom histórico em um período que irá incluir eleições presidenciais (leia-se volatilidade) e 11 feriados prolongados (leia-se gaps de abertura), considerando apenas os eventos já mapeados. Esperamos que ele continue performando satisfatoriamente, mantendo a assimetria positiva, que é a grande premissa da estratégia, capaz de gerar boa rentabilidade mesmo com uma taxa de acerto próxima a 50%, enquanto os ganhos percentuais continuam, em média, mais que o dobro das perdas (o triplo em 2025 – estatísticas do ano na página 7 do relatório completo).
Monitor
O monitor apresenta o andamento de cada operação ativa dentre as sugestões recentes.
A coluna “ainda vale entrar?” indica se ainda é vantajoso ingressar na operação, mesmo que tardiamente, caso tenha perdido o alerta inicial, enviado no momento da sugestão. Por padrão, consideramos válido o ingresso em uma operação de compra se a diferença entre o preço atual e o preço de compra (abertura do dia inicial da operação) não for maior que 1%.

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